"Relativamente aos bancos, quero dizer que o que tenho feito é tentar, na medida do possível, influenciar os decisores que têm o poder financeiro no sentido de salvaguardar os direitos dos lesados do Banif", disse na Assembleia Legislativa da Madeira, no debate do Estado da Região, ao responder a uma questão colocada pelo deputado independente (ex-PND), Gil Canha.

O deputado independente perguntou a Miguel Albuquerque se era ou não verdade que tentava mediar soluções para os lesados do Banif, mas idêntica atitude já não assumia relativamente aos lesados do Banco Espírito Santo.

"É verdade ou mentira se andou na Venezuela, na companhia de algumas pessoas ligadas ao sistema financeiro, a vender o sistema português como se este fosse o paraíso na terra?", questionou Gil Canha.

O presidente do executivo regional considerou que aquilo que se passou no sistema financeiro português foi uma catadupa de "casos escandalosos" desde o BPN, o Banco Espírito Santo (BES) e o Banif.

Reconheceu haver lesados que foram "genuinamente enganados", mas também lembrou que houve outros que aplicaram "deliberadamente" dinheiro em aplicações de risco.

"Temos um problema no nosso país, é que estas situações vão-se arrastando e é pena que não tenhamos um sistema judicial como nos Estados Unidos porque se alguma destas criaturas fosse dentro das grades, isto seria muito melhor", concluiu.

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