"A política social do CaixaBank irá manter os princípios sempre seguidos pelo BPI. Não antecipamos despedimentos coletivos e as rescisões serão feitas por mútuo acordo", afirmou Gonzalo Cortázar em conferência de imprensa.

Sobre a saída estimada de 900 trabalhadores que constava do prospeto da OPA do Caixabank, Cortázar afirmou que esse "número é apenas indicativo" e que não prevê "alterações da política seguida no BPI nos últimos anos".

O presidente do Caixabank sublinhou que é importante "fazer redução de custos" em várias componentes.

Hoje foi conhecido o sucesso da OPA lançada pelo Caixabank, tendo o grupo bancário espanhol ficado com 84,5% do capital social do BPI. O até agora segundo maior acionista do banco, a 'holding' angolana Santoro, com 18,5%, saiu da estrutura acionista, assim como o grupo português Violas Ferreira e o Banco BIC, ambos com participações acima de 2%.

Dos principais acionistas mantém-se apenas a seguradora Allianz, que tem um acordo com o BPI para a colocação dos seus produtos.

Ainda sobre as saídas de trabalhadores, o ainda presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, considerou já em janeiro que a redução de pessoal prevista pelo Caixabank decorrerá no ritmo dos últimos anos e que não haverá "uma revolução" nesse campo.

"O número impressiona, mas ao longo de dois a três anos não é assim tão grande", considerou Ulrich.

O BPI tem vindo, nos últimos anos, a reduzir os seus quadros. Aliás, o emagrecimento de estruturas tem sido comum aos principais bancos que operam em Portugal, numa tentativa de melhorarem os seus resultados.

Apenas em 2016 saíram do banco 392 trabalhadores em Portugal, número que exclui trabalho temporário.

Em termos de custos, o BPI gastou com pessoal 289,4 milhões de euros, menos 1,5% face a 2015.

No total da atividade doméstica e internacional, o Grupo BPI tinha, no final de 2016, 8.157 trabalhadores, menos 372 funcionários, o que significava que na atividade fora de Portugal o banco tinha contratado 20 pessoas em termos líquidos.

O Grupo BPI teve lucros de 313,2 milhões de euros em 2016, mais 32,5% do que em 2015, mais de metade obtido na atividade internacional, sobretudo ao Banco de Fomento de Angola (BFA).

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