“Existem três interessados que manifestaram essa intenção e interesse e a fazer já perguntas. Sinal que está a haver uma grande divulgação da situação que ocorreu e, por sua vez, a marca [Dielmar] é prestigiante e prestigiada não só para o país, mas também para a região de Castelo Branco e para Alcains”, afirmou aos jornalistas, José Augusto Alves.

O autarca falava à margem da concentração de trabalhadores da Dielmar, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Baixa, após o pedido de insolvência desta empresa de confeções, no dia 02 de agosto.

“Essa manifestação de interesse chegou à câmara e como temos estado a partilhar todos os dados, quer com o Governo (através do Ministério da Economia), quer com o administrador da insolvência, partilhamos esses dados para o administrador de insolvência e secretário de Estado da Economia”, sustentou.

O Juízo de Comércio do Fundão, do Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco, declarou a insolvência da Sociedade Industrial de Confeções Dielmar, S.A, requerida pela empresa, com mais de 300 trabalhadores.

A declaração do anúncio de insolvência, a que a agência Lusa teve acesso, foi publicada no dia 03 de agosto e assinada pela juiz de turno Laura Abriel, que nomeou para administrador da insolvência João Francisco Baptista de Maurício.

José Augusto Alves defende que os contactos entre as diversas entidades envolvidas no processo “têm que ser feitos diariamente e sistematicamente para que a situação da Dielmar seja rapidamente, mas rapidamente, resolvida”.

Adiantou ainda que a Câmara de Castelo Branco está empenhada em que a Dielmar “continue a laborar no mesmo sítio, em Alcains, e com os mesmos colaboradores. É por isto que nós nos estamos a bater”.

Fundada em 1965, em Alcains, por quatro alfaiates que uniram os seus conhecimentos, a Dielmar, que empregava atualmente mais de 300 trabalhadores, pediu a insolvência ao fim de 56 anos de atividade, uma decisão que a administração atribuiu aos efeitos da pandemia de covid-19.

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