“O valor provisionado é de 50 milhões de euros. A Caixa de cada vez que autoriza pré-reformas tem de provisionar os cinco anos seguintes, este valor é para fazer face a isso e mais eventuais rescisões por mútuo acordo”, afirmou Paulo Macedo, na conferência de apresentação dos lucros do primeiro trimestre (146 milhões de euros).

Macedo disse que, tal como nos últimos anos, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) mantém um programa de saídas voluntárias aberto e que atualmente há cerca de 400 pedidos de pré-reformas e rescisões por mútuo acordo.

“A Caixa irá definir [quem sai], será um número significativo. Despedimentos coletivos não temos, acordos teremos”, disse.

No final de março, a Caixa Portugal tinha 6.085 trabalhadores, menos 92 do que no final de 2021. As agências eram as mesmas 542.

Nos últimos anos já saíram milhares de trabalhadores da CGD através dos programas de saídas por acordo.

A CGD divulgou hoje que teve lucros de 146 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, mais 80,5% face ao mesmo período de 2021.

Ainda na apresentação de resultados de hoje, a CGD disse que o dividendo a pagar ao Estado este ano, referente aos resultados de 2021, é de 241 milhões de euros, e Paulo Macedo acrescentou que, em função dos resultados e do capital do banco, poderá ser decidida nova “distribuição posterior”, o que terá sempre de passar pela aprovação do Banco Central Europeu (BCE).

Sobre a ação posta em Tribunal pelo empresário José Berardo, em que exige aos bancos CGD, BCP, BES e Novo Banco 900 milhões de euros, alegando terem lesado a Fundação e a Metalgest por não terem dado informação sobre o risco real das instituições quando comprou ações com recurso a crédito, segundo divulgado pelo Diário de Notícias, Paulo Macedo recusou-se a comentar.

“Não vou comentar processos específicos”, disse.

Esta quarta-feira à noite, na iniciativa CEO Banking Fórum, transmitida pela SIC Notícias Negócios da Semana, Macedo disse que “A CGD não engana os clientes”,.

"A CGD não engana os clientes, nem penso que a banca em geral engane os clientes. O litígio existe tal como todos os portugueses sabem e teve este novo episódio, a justiça vai resolver”, declarou Paulo Macedo, citado pelo Expresso.

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