"A afluência de pessoas aos serviços e a suspensão das atividades de culto deixaram de permitir a perceção das receitas habituais, e a mesma entendeu que, até mesmo por razões de equidade, uma parte dos seus colaboradores ficasse abrangido pelo regime de ‘lay-off’ simplificado", refere uma resposta escrita enviada à agência Lusa pelo Economato Diocesano, serviço da Diocese do Porto, não especificando números nem quais as estruturas afetadas.

Esta decisão inclui elementos do clero "ao serviço quer das estruturas da Diocese do Porto, quer de qualquer uma das Fábricas da Igreja responsáveis pelas paróquias [da Diocese]", refere o Economato Diocesano.

"Os direitos e deveres neste contexto são iguais aos de qualquer outro trabalhador", acrescenta a nota enviada à Lusa.

O Economato Diocesano começa por recordar que a declaração do estado de emergência obrigou, em março, a proibir celebrações de cariz religioso e outros eventos de culto, mas realça que a decisão de cada paróquia foi "autónoma e naturalmente decorrente das suas particulares circunstâncias".

"O ensejo da Diocese do Porto, como de qualquer outra entidade que tem como missão o serviço à comunidade, é que rapidamente se vejam reunidas as condições para que a vida dos cidadãos retome a sua normalidade. Nessa linha, é também seu objetivo que as suas estruturas consigam ultrapassar este momento de crise de saúde pública e poder continuar a garantir aos seus colaboradores as habituais condições de estabilidade e segurança", lê-se na resposta.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 973 pessoas das 24.505 confirmadas como infetadas, e há 1.470 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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