“Foi uma reunião crucial para o programa [de assistência à Grécia], e estou satisfeito por anunciar que chegámos a um acordo sobre todos os elementos: a condicionalidade, a estratégia a seguir para a dívida e a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI)”, declarou Dijsselbloem.

Após meses de negociações e sucessivos desacordos, a Grécia recebeu assim, finalmente, “luz verde” dos seus credores – zona euro e Fundo Monetário Internacional (FMI) – para o desembolso de uma nova tranche do empréstimo no quadro do resgate em curso, que Atenas aguardava já com grande urgência, para fazer face aos pagamentos em atraso mais urgentes que tem que saldar até julho.

A diretora do FMI, Christine Lagarde, anunciou hoje em comunicado “a intenção de propor ao Conselho de Administração do FMI” que aprove a participação da instituição no plano de ajuda à Grécia.

O acordo hoje concluído, que não era alvo de dúvidas, dado o otimismo manifestado antes da reunião, constitui um verdadeiro alívio para a zona euro, porque permite relançar o terceiro plano de ajuda à Grécia, assinado em julho de 2015, no valor de 86 mil milhões de euros, que estava em aberto há meses devido a divergências entre membros da zona euro – sobretudo a Alemanha – e o FMI.

No total, a nova tranche entregue a Atenas permitirá pagar ‘in extremis’ mais de sete mil milhões de euros de dívidas cujo prazo vencia em julho, afastando o risco de uma crise estival.

“Conseguimos alcançar um acordo global que vai permitir à Grécia virar a página de um período muito difícil”, congratulou-se o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici.

[Notícia atualizada às 21:19]

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