O ministro, que se encontrava de visita a Montreuil, a leste de Paris, foi atacado pelos opositores da reforma da lei do trabalho, no centro de uma disputa que dura há mais de três meses.

Além dos ovos, os manifestantes gritaram "saia daqui" para para o ministro. Emmanuel Macron, denunciou a "violência" e "agressividade" dos manifestantes.

Este ex-banqueiro, de 38 anos, teve uma carreira fora do comum. Protegido do presidente François Hollande, juntou-se ao governo em 2014 sem ser membro do Partido Socialista, nem nunca ter tido um mandato eletivo.

No início de abril, Emmanuel Macron surpreendeu ao lançar um movimento político chamado de "En marche!" (Em marcha), descrito como "nem de direita nem de esquerda", alimentando dúvidas sobre as suas ambições para a eleição presidencial de 2017.

A 22 de maio, 34% dos franceses consideravam que Macron seria um bom presidente, mas as mais recentes polémicas, ligadas sobretudo à nova lei do trabalho, mancharam a sua imagem.

Um vídeo que tem circulado na internet mostra uma discussão entre o ministro e dois militantes hostis à reforma trabalhista aos quais ele explica que "a melhor maneira de pagar um fato é a trabalhar".

A imprensa também revelou que os serviços fiscais reavaliaram o seu património, tendo Emmanuel Macron que pagar imposto retroativos sobre a fortuna referentes a 2013 e 2014.

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