Na nota, hoje divulgada, a empresa do grupo Altri, adiantou que “o terceiro trimestre foi o primeiro que incluiu impactos na demonstração dos resultados das principais aquisições pela Greenvolt durante este ano, nomeadamente a TGP, a V-Ridium e a Profit”.

Assim, “os resultados dos primeiros nove meses registam receitas totais de 83,4 milhões de euros (+21%) e um EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações], excluindo custos de transação, de 33,8 milhões de euros (+34%). O resultado líquido atingiu os 7,5 milhões de euros (-26,7%), reflexo dos resultados financeiros que traduzem as aquisições realizadas”, referiu a empresa, que opera na área da energia renovável.

Paralelamente, durante o terceiro trimestre de 2021, indicou a empresa, as receitas totais da Greenvolt “ascenderam a 41,4 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de cerca de 83,4% e o resultado líquido atingiu os 6,5 milhões de euros (+45,7% quando comparado com o ano anterior)”, sendo que ao nível do EBITDA, excluindo custos de transação, houve um aumento de 108,4% em termos homólogos para 19,9 milhões de euros.

O grupo revelou ainda que a sua dívida financeira líquida “ascendia a 122,3 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo substancial face à dívida líquida registada no final do final do primeiro semestre do ano. Esta redução fica a dever-se, essencialmente, aos fluxos financeiros provenientes da Oferta Pública Inicial de ações”.

Segundo a empresa, na operação doméstica, na área da biomassa residual, “o terceiro trimestre ficou caracterizado pela conclusão durante o mês de setembro da paragem de manutenção programada da central de Ródão, tendo-se procedido à grande reparação da turbina”, acrescentando que esta área de negócio “registou receitas totais de cerca de 40 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de cerca de 78% face às receitas do ano anterior, e o EBITDA ascendeu a cerca de 21 milhões de euros, um crescimento de cerca de 120% face ao ano anterior”.

Por sua vez, no segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, a Greenvolt está, “essencialmente, presente no segmento mais a montante da cadeia de valor – a fase de desenvolvimento e promoção de projetos – através da aquisição da V-Ridium, sociedade com abrangência pan-europeia que dada a fase de preparação dos projetos, intensa em custos operacionais, gerou um EBITDA negativo de um milhão de euros no trimestre e receitas de 865 mil euros. Se a operação da V-Ridium tivesse sido consolidada desde o início do ano, o EBITDA teria ascendido a cerca de 3 milhões de euros”, realçou o grupo.

A empresa sublinhou ainda que “o segmento de geração descentralizada é um dos setores de energias renováveis mais dinâmico, tendo o mercado global crescido 1,8x entre 2018 e 2020”, salientando que “em termos ibéricos, onde os níveis de irradiação são dos mais elevados da Europa, o nível de instalação de geração descentralizada per capita é dos mais baixos da Europa”.

A Greenvolt “considera esta área de negócio como estratégica, ambicionando reforçar a sua quota de mercado a nível europeu”, lê-se no comunicado.

Neste segmento, a empresa concluiu, no terceiro trimestre, "a aquisição 70% do capital social da Profit Energy, empresa de engenharia especializada no desenvolvimento e conceção de projetos de produção de energia através de fontes renováveis e eficiência energética, com particular foco nos sistemas solares fotovoltaicos e na iluminação LED, incluindo a prestação de serviços de desenvolvimento de projetos e engenharia, aprovisionamento e construção e prestação de serviços de operação e manutenção".

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