Mesmo fechados em casa e com restrições à circulação, os portugueses não deixaram de celebrar a Páscoa, facto comprovado pelo barómetro de Nielsen, que na semana de 6 a 12 de abril registou um aumento no consumo de 9%, face ao mesmo período do ano passado. Ou seja, as vendas do período pascal deste ano conseguiram ser superiores às de 2019, ascendendo a 181 milhões euros.

De acordo com os dados da categoria da Alimentação, que registou um aumento de 13%, os portugueses não conseguiram resistir à carne de ovino/caprino, cujas vendas aumentaram cerca de 83%, nem aos doces e às sobremesas, uma vez que a Confeitaria e Doçaria cresceu 14%, face ao mesmo período de 2019.

E como nas celebrações, os brindes não se deixam por fazer, as Bebidas Alcoólicas e as Cervejas/Sidras/ Panaches também se venderam mais face ao período homólogo, contanto com um crescimento de 18%. É ainda de destacar que o consumo dos Frescos também aumentou 1% face ao ano ao passado.

“As tendências analisadas demonstram que, apesar da situação inédita em que nos encontramos, os portugueses não deixaram passar ao lado uma das mais relevantes datas no calendário, seja pela sua conotação religiosa, seja pelo usual reencontro proporcionado às famílias em redor de uma mesa partilhada. Esta tentativa para assegurar a normalidade possível e a continuidade de tradições no contexto da pandemia e do confinamento conduziu a um notório aumento em determinados segmentos alimentares, motivado pela procura dos produtos de sempre”, afirma Marta Teotónio, Client Consultant Senior da Nielsen.

Entre os recuos desta semana nas preferências de compras dos portugueses, devido ao “armazenamento já realizado em semanas anteriores” e ao facto de as pessoas estarem em casa, os produtos de higiene pessoal e do lar tiveram uma quebra de vendas de 5%, estando entre eles o papel higiénico e os produtos para a roupa (-13%), assim como os que se referem à higiene oral (-17%).

O comércio online, por outro lado, continuando a seduzir os portugueses, apresenta vendas que se mantêm com “crescimentos muito elevados”. Na semana de 6 a 12 de abril, o número de ocasiões de compra online cresceu 110%.

Ainda no que diz respeito a dinâmicas de consumo em tempo de isolamento, a marca própria — que vinha a conquistar peso nas primeiras semanas, quando o objetivo era preparar a dispensa para enfrentar a pandemia — começou a perder espaço. Em termos práticos, reduziu-se a sua importância face à semana anterior (31,7% versus 33,2%).

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