"Continuamos empenhados em chegar a um acordo final com o Banco de Portugal para apoiar o Novo Banco beneficiando, no longo prazo, os seus clientes, colaboradores, credores e a economia portuguesa em geral”, afirmou Olivier Brahin, presidente do Lone Star para a Europa, citado numa nota à imprensa.

O Banco de Portugal anunciou hoje ter selecionado o fundo norte-americano Lone Star para uma “fase definitiva de negociações, em condições de exclusividade”, no processo de venda da participação do Fundo de Resolução no Novo Banco.

Já na sexta-feira, o Expresso tinha noticiado estas negociações exclusivas.

Este domingo à noite, na SIC, o ex-líder do PSD Marques Mendes disse que a proposta, atualmente, em cima da mesa passa por o Lone Star ficar com a maioria do capital do Novo Banco, mas que o Fundo de Resolução (único acionista deste) mantenha ainda uma participação, que poderá rondar os 35%.

Esta solução visa haver uma partilha dos riscos associados aos ativos problemáticos que o Novo Banco detém.

Este mecanismo tem de envolver a Comissão Europeia, através da Direção-Geral da Concorrência, para que tudo seja feito em consonância com as regras europeias, nomeadamente para garantir que o fundo continuar como acionista não é uma ajuda de Estado.

Quanto à recapitalização do Novo Banco, que é necessária, Marques Mendes afirmou que o Lone star estará disponível para colocar 1.000 milhões de euros para reforçar a solidez do Novo Banco e limpar balanço, nomeadamente com o registo de mais imparidades para ativos problemáticos.

Já em 04 de janeiro passado o Banco de Portugal tinha apontado a Lone Star como “a entidade mais bem colocada” para finalizar “com sucesso” a compra do Novo Banco, tendo na altura anunciado que iria convidar o fundo “para um aprofundamento das negociações”.

O fundo norte-americano passou para a frente nas negociações depois de, no final de 2016, ter sido noticiado que, entre os concorrentes, o fundo chinês Minsheng tinha a melhor proposta financeira, mas não apresentou provas de que conseguiria pagar o montante oferecido, devido às restrições de movimentação de divisas na China.

O outro candidato ao Novo Banco era o fundo norte-americano Apollo/Centerbridge.

O Novo Banco é o banco de transição que ficou com ativos do Banco Espírito Santo (BES), no âmbito da resolução deste em 03 de agosto de 2014. Por acordo com a Comissão Europeia, o Novo Banco tem de ser vendido até ao verão deste ano.

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