Num comunicado que antecede a divulgação da síntese de execução orçamental até novembro pela Direção-Geral de Orçamento (DGO), o Ministério das Finanças justifica que esta redução do défice se deveu a um crescimento da receita de 4,3% e a uma "contenção da despesa", que cresceu 0,8%.

O ministério tutelado por Mário Centeno afirma que "a evolução do défice ao longo do ano garante, pelo segundo ano consecutivo, o cumprimento dos objetivos orçamentais estabelecidos no Orçamento do Estado".

"A rigorosa execução orçamental, associada à evolução positiva da receita, permitem a redução da dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB)", acrescenta.

O excedente primário, que exclui os encargos com a dívida pública, ascendeu a 5.800 milhões de euros, uma melhoria de 2.281 milhões de euros.

Já a despesa primária das Administrações Públicas cresceu 1% face ao mesmo período do ano passado, "ainda sem refletir o pagamento de metade do 13.º mês dos pensionistas da Segurança Social".

O Ministério das Finanças destaca ainda "o acréscimo de 26% no investimento (excluindo PPP)" e o crescimento de 5,3% da despesa no Serviço Nacional de Saúde, que considera uma "aposta continuada no setor".

O gabinete de Mário Centeno afirma ainda que o 'stock' da dívida não financeira das Administrações Públicas (despesa sem o correspondente pagamento e que inclui os pagamentos em atraso) "mantém a tendência de redução apresentada desde o início do ano, tendo diminuído 260 milhões de euros em termos homólogos".

Os pagamentos em atraso, segundo a tutela, registaram um acréscimo de 193 milhões de euros face a igual período de 2016 e de 85 milhões de euros face ao mês anterior, "antecipando-se uma redução significativa em dezembro em virtude do reforço financeiro efetuado no início deste mês".

[Notícia atualizada às 17:09]

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