"[A iniciativa] visa a criação de uma contribuição extraordinária sobre os lucros do setor das celuloses, tal como existe no setor energético, que reverterá para a plantação de espécies autóctones e de folhosas", segundo fonte ecologista.

A reunião dirigente máxima entre Convenções Nacionais do PEV também se debruçou sobre os resultados das eleições autárquicas, em que concorreu juntamente com o PCP na Coligação Democrática Unitária (CDU), deliberando que o desfecho "ficou aquém do esperado", e analisou a proposta de OE2018, julgando que a mesma "vem dar sequência às linhas de orientação" começadas em 2016.

Sobre o relatório da Comissão Técnica Independente (CTI) nomeada para analisar os incêndios rurais de junho na região Centro, em particular o fogo que deflagrou em Pedrógão Grande, "Os Verdes" realçam as "muitas debilidades que vêm ao encontro das preocupações, alertas e propostas" do partido, nomeadamente "orientações na política florestal portuguesa que se têm averiguado erradas e dramáticas para a defesa da floresta contra incêndios", sobretudo no "ordenamento".

O PEV defende, entre outras medidas, "a necessidade e urgência de se promover uma floresta diversificada que incorpore espécies de folhosas e de crescimento lento" e "apoios para compensar a não existência de rendimentos durante alguns anos para a criação da floresta de carvalhos, castanheiros e outras folhosas".

O documento da CTI, que analisa incêndios em 11 concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco ocorridos entre 17 e 24 de junho, refere que, apesar de o fogo de Pedrógão ter tido origem em descargas elétricas na rede de distribuição, um alerta precoce poderia ter evitado a maioria das 64 mortes registadas.

Além disso, acrescenta, "não foram mobilizados totalmente os meios disponíveis" no combate inicial e houve falhas no comando dos bombeiros.

A GNR fica, por outro lado, ilibada de direcionar carros para a Estrada Nacional 236-1, onde ocorreram cerca de metade das mortes.

O documento aponta falta de conhecimento técnico no sistema de defesa florestal e falta de preparação dos atuais sistemas de combate às chamas para as alterações climáticas, confirmando, por outro lado, falhas de comunicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, na sequência da divulgação do relatório, que o Governo assumirá todas as responsabilidades políticas, se for caso disso.

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