"Não vai haver negociações. O que vai haver é uma reunião normal de relacionamento institucional existente com o PS, com o Governo. É nisso que estaremos. Não vamos para negociar. Vamos para colocar aquilo que são preocupações e objetivos da nossa parte. O Governo dirá o mesmo, mas será manifestamente exagerado dizer que há um processo de negociação", afirmou, à margem de uma visita ao Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), em Lisboa.

Segundo Jerónimo de Sousa, "o objetivo é fazer uma abordagem sobre a realidade nacional, os problemas que afetam a sociedade portuguesa", sendo que o PCP está disponível para "encontrar soluções", embora não haja "um pressuposto de compromisso, de negociação e de acordo prévio".

"Está marcado um encontro no quadro de relações normais existentes entre os dois partidos. Não é público. As questões do orçamento poderão estar presentes, mas que não queria adiantar sem conhecer o objetivo das questões a colocar. Da nossa parte, diálogo sempre, diálogo com concretização. Mais importante: é com os votos que os portugueses nos deram que vamos continuar a intervir para que haja um sentido de progresso nos avanços, na defesa dos direitos dos trabalhadores, e não retrocessos, novas imposições, recuos que não seriam bons para trabalhadores e povo", descrevera o secretário-geral do PCP.

O Governo começa hoje à tarde com o PAN uma ronda de reuniões sobre o OE2020, na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento. Seguem-se "Os Verdes" e o BE. Quarta-feira, após o debate quinzenal com o chefe do Governo no parlamento, será a vez dos comunistas, tendo o Livre ficado com encontro agendado para quinta-feira, igualmente depois da reunião plenária da Assembleia da República.

"Há quatro anos, nós, desde a primeira hora, declarámos ao PS e, posteriormente ao seu Governo, que contassem connosco em relação à contribuição para avanços, reposição de rendimentos e direitos. Não acompanharíamos qualquer medida negativa que o Governo tomasse. Mesmo em relação ao próprio Orçamento do Estado, embora o PS, pretendesse o aval na votação, nós sempre dissemos que seria resultante do produto final que decidiríamos e votaríamos", continuou Jerónimo de Sousa.

Sobre o futuro sentido de voto do PCP em relação ao OE2020 e se os comunistas estariam mais libertos de constrangimentos para se absterem ou votarem contra, o líder do PCP não adiantou uma tendência.

"Não nos sentimos nem amarrados nem descomprometidos em relação a uma coisa que nunca fizemos. Contem com esta força para resolver problemas e manter e conquistar novos avanços. Não contem com esta força se quiserem retroceder tanto no plano económico como social", concluiu.

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