A reunião da Mesa Nacional do BE decorre ao longo de todo dia de sábado em Lisboa, estando marcada para as 17:30 a habitual conferência de imprensa da coordenadora do BE, Catarina Martins, para apresentar as conclusões.

À agência Lusa, fonte oficial do BE adiantou que neste órgão máximo entre convenções será dada a “indicação sobre o sentido de voto na votação final” do OE2022, depois de na generalidade os bloquistas terem voltado a votar contra o orçamento apresentado pelo Governo socialista de António Costa.

“O aumento dos preços, que não tem paralelo nas últimas décadas, agravou-se com a guerra na Ucrânia, mas as suas origens são anteriores ao conflito. É por isso que a realidade desmente a ilusão do Partido Socialista (o seu próprio cenário macroeconómico confirma que os preços não vão baixar), enquanto expõe a irresponsabilidade da sua política (a perda de poder de compra dos trabalhadores tem um efeito permanente)”, critica a mesma fonte oficial.

A opção do BE é “responder aos défices que se agravam nos salários que perdem com a inflação” e apostar “no SNS sem capacidade de resposta para os desafios pós-pandemia, na escola pública ameaçada pela falta de condições da carreira docente”, disse.

A Mesa Nacional do BE vai debater ainda as prioridades do partido para responder à crise na habitação.

Hoje mesmo, entre as mais de 100 propostas de alteração apresentadas pelo BE ao OE2022, a deputada Mariana Mortágua deu conta de 10 em específico para proteger os salários da inflação.

A criação de um imposto sobre lucros extraordinários, o aumento intercalar do salário mínimo nacional e das pensões e a redução do IVA da eletricidade e gás natural para 6% são algumas destas alterações ao orçamento propostas pelo BE.

“Ao escolher não atualizar salários, apoios sociais nem sequer os escalões do IRS, o Governo fez uma opção: não controlar os preços, não impor impostos às empresas que estão a lucrar de forma extraordinária com a inflação e com a crise e transferir para os salários todo o custo da crise inflacionária que estamos a viver. A escolha do Governo desmente as promessas que foram feitas”, acusou a bloquista.

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