"O futuro é elétrico", disse Zellmer durante a sua apresentação no salão do automóvel de Los Angeles. "Até 2025, teremos atingido um ponto de inflexão e a Porsche produzirá mais de 50% do seu volume anual... com baterias ou tecnologia híbrida".

A marca alemã, subsidiária do grupo Volkswagen, apresentou em setembro o seu novo Taycan, o primeiro carro desportivo 100% elétrico da marca, capaz de percorrer de 0 a 100 km/h em menos de três segundos.

Este modelo de luxo é apresentado como uma alternativa ao Tesla, que domina o mercado global de carros elétricos, especialmente nos Estados Unidos, que é o segundo maior mercado da Porsche (mais de 57.000 veículos vendidos em 2018).

A partir de 2021, a Porsche quer lançar uma versão 100% elétrica do famoso Macan, um modelo que competirá diretamente com o modelo Y do seu rival americano.

"[A versão elétrica do Macan] vai atrair muitas pessoas de diferentes segmentos", como fez a Tesla quando entrou no mercado, previu Zellmer.

Na China, o principal mercado da Porsche, onde também enfrenta a concorrência da Tesla, que acaba de abrir uma fábrica no país, Zellmer acredita que o principal obstáculo para o mercado de veículos elétricos são as limitadas possibilidades de carga.

"Considerando uma megalópole de 20 milhões de pessoas, onde as pessoas moram em arranha-céus, o desafio é recarregar o carro", disse o executivo. "As nossas estatísticas mostram que 90% do tempo de carregamento é feito em casa ou no trabalho".

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