Em comunicado, a Confidencial Imobiliário refere que o índice de preços residenciais aumentou "6,2% face ao mesmo período do ano passado" e "apenas 15 dos 278 concelhos de Portugal Continental (cerca de 5%) apresentaram uma descida do preço das casas", realçando que, "no quarto trimestre de 2015, eram 236 os concelhos que apresentavam descidas de preços face ao mesmo período do ano anterior, ou seja cerca de 85% dos 278 concelhos".

"Estes dados mostram que a generalização geográfica da tendência de subida de preços das casas, apesar de ser expectável, só recentemente se confirmou. Até agora, o mercado apresentava um comportamento assimétrico dos centros históricos de Lisboa e Porto e do Algarve, impulsionados pela procura internacional e turismo. No decurso de 2016, esta realidade começou a mudar, sobretudo devido à retoma do crédito hipotecário, que só em março deste ano atingiu os 720 milhões de euros em novos empréstimos concedidos, ou seja cinco vezes mais do que em fevereiro de 2013", analisou o diretor da empresa de mediação, Ricardo Guimarães.

Ainda segundo o texto, "Lisboa e Cascais destacam-se com valorizações de 24,3% e 18,3%, mas também Oeiras apresenta uma subida de 13,6% entre o primeiro trimestre de 2016 e o deste ano. No caso do Algarve, foram os concelhos de Lagoa, Loulé e Faro os que mais se evidenciaram, com recuperações homólogas de entre 15,3% e 26,7% no primeiro trimestre de 2017".

"Em contraste, no Grande Porto, apenas o concelho do Porto registou um aumento dos preços, subindo 3,3% face ao período homólogo. Os restantes mercados da região exibiram perdas homólogas nesse período, que em Gaia e Matosinhos, dois dos principais mercados, atingiram os 3,9% e os 4,2%, respetivamente", lê-se.

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