
No primeiro mês do ano, a taxa de inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor no país sul-americano, foi de 0,53%, também inferior aos 0,54% registados do mesmo mês de 2022 e aos 0,62% de dezembro passado.
O grupo de alimentação e bebidas (0,59%) exerceu o maior impacto positivo sobre o índice geral, contribuindo com 0,13 pontos percentuais (p.p.).
"As altas nesses dois casos se explicam pela grande quantidade de chuvas nas regiões produtoras. Por outro lado, observamos queda de 22,68% no preço da cebola, por conta da maior oferta vindo das regiões Nordeste e Sul, item que teve alta de mais de 130% em 2022," explicou Pedro Kislanov, gerente da sondagem do IBGE.
O órgão responsável pelas estatísticas do Governo brasileiro apontou que dos nove grupos analisados pelo IBGE, oito registaram alta em janeiro e apenas o grupo vestuário teve contração de 0,27%.
O maior aumento ocorreu nos serviços de comunicações, com um salto de 2,09%, provocado pelo aumento das tarifas de televisão por subscrição (11,78%).
Na tentativa de controlar o forte aumento da inflação, o Banco Central brasileiro vem elevando os juros que estão em 13,75% ao ano, o maior nível desde 2016.
Em 2022, o Brasil registou inflação de 5,79%, taxa bem abaixo de 2021 (10,06%), mas acima do teto da meta que o Banco Central havia traçado para o ano (5,0%).
Economistas ouvidos semanalmente pela autoridade monetária preveem que o Brasil encerrará 2023 com inflação de 5,48%, que mais uma vez ultrapassará o teto da meta do Banco Central para este ano (4,75%).
CYR // LFS
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