Há sempre pessoas que recordam a história de como escaparam por pouco aos fatídicos atentados. Eu também escapei por um triz. Em 2001, tinha seis anos. Na altura, tinha uma reunião marcada no 19º piso do World Trade Center, onde ia fazer um negócio de troca de cartas Pokémon com o Dudas do 4ºC. Felizmente, ele esfolou um joelho a jogar ao mata e desmarcámos a reunião. A vida, por vezes, dá-nos uma segunda oportunidade.

Era uma criança quando o 11 de setembro aconteceu, mas foi durante os anos de adolescência que me dei conta das várias teorias da conspiração. Afinal, por alturas do aniversário (ou da celebração, se fizesses parte de uma célula terrorista de Rio de Mouro) do 11 de setembro, eram emitidos na televisão alguns documentários com provas inquebrantáveis de que o que tinha ocorrido tinha sido um inside job. Eu nunca acreditei na teoria do inside job. Acredito, sim, na teoria do hand job. Uma série de casos extraconjugais entre pilotos e co-pilotos que terão coordenado entre si levar a cabo uma sessão de onanismo gregário, levando ao despiste de várias aeronaves. Na altura, a caixa negra não desmentiu nem confirmou esta tese.

Como páginas como esta têm sugerido, o comunicador José Figueiras tem sido acusado, provavelmente de forma injusta, de ter estado envolvido nos ataques às Torres Gémeas. Apesar dos detratores raramente darem a cara, o que é certo é que o apresentador tem sido sistematicamente obrigado a negar o envolvimento nos ataques às Torres Gémeas. Alguns teóricos da conspiração concebem uma probabilidade mínima de José Figueiras se ter encontrado com Osama Bin Laden em 1995, no Sudão, numa pequena pausa das gravações de Muita Lôco – algo, ainda assim, altamente improvável. Felipe Pathé Duarte, autor de Jihadismo Global, considera absurdo que se possa colocar em causa a inocência de tão acarinhada personalidade. Já Nuno Severiano Teixeira, ex-ministro da Defesa, não consegue asseverar (o que é desagradável para alguém com o seu apelido) a candura do português  – afirma que Figueiras tem, no mínimo, um papel secundário no ataque ao navio USS Cole, no Iémen, em outubro de 2000.

O que é certo é que já está na altura do 11 de setembro deixar de influenciar tanto a nossa vida. Vamos parar para pensar nisto: quatro voos domésticos nos Estados Unidos mudaram a forma como se voa no mundo inteiro. Eu vou para o Porto e não posso levar uma quantidade decente de gel de banho; tenho de me descalçar em vários aeroportos mesmo que tenha uma meia rota no dedão; obrigam-me a retirar o computador da mala mesmo que seja um Compaq de 2006 e que eu tenha vergonha. Enfim, não me parece insensato conceber que os verdadeiros autores dos atentados às torres gémeas foram os gestores da empresa que produz aqueles tabuleiros de plástico da segurança aeroportuária.

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