Cerca de 300 pessoas desfilaram esta tarde na baixa de Lisboa, contra a violência sobre as mulheres, com faixas e palavras de ordem, marcha na qual o Governo marcou presença com quatro ministros e dois secretários de Estado.
Os tribunais proibiram em 2016 o contacto com vítimas de violência doméstica a 423 agressores e existem atualmente 505 pessoas monitorizadas por geo-localização, uma medida de vigilância eletrónica que o Governo acredita ter impedido homicídios.
O ministro Adjunto disse hoje que há uma "reflexão em curso" que pode levar a alterar a lei para evitar que mulheres vítimas de violência sejam "duplamente vitimizadas" ao serem elas as obrigadas a sair de casa.
Mulheres idosas, doentes, com problemas mentais ou migrantes são grupos particularmente vulneráveis e com necessidades específicas de proteção enquanto vítimas de violência doméstica, segundo as conclusões de um estudo hoje divulgado.
O Algarve vai ter a primeira casa para homens vítimas de violência doméstica do país, com dez vagas e que começa a funcionar na próxima sexta-feira, ao abrigo de um projeto-piloto hoje apresentado em Faro.