Este é o maior corte de pessoal da história desta empresa sueca, fundada em Estocolmo, em 2006. A plataforma tem hoje mais de 500 milhões de subscritores.

"Olhando em retrospectiva, tenho sido muito ambicioso e investido mais rápido do que tem crescido o nosso volume de negócios", disse o CEO e cofundador da empresa sueca, Daniel Ek, numa mensagem para os funcionários. "Por isso, vamos reduzir o nosso quadro de funcionários em cerca de 6%", acrescenta.

As ações do Spotify abriram a valorizar 4,6%, para 97,91 dólares no dia do anúncio.

"Nas próximas horas, serão realizadas entrevistas individuais com os funcionários afetados", acrescentou Ek.

Embora o Spotify tenha sido ocasionalmente lucrativo, a empresa tem vindo a registar prejuízos há vários anos, apesar do crescimento vertiginoso do seu número de subscritores e da vantagem que tem sobre os seus concorrentes, como a Apple Music.

Mas o estado real da empresa só será conhecido a 31 de janeiro, altura em que irá apresentar resultados anuais.

 "Inviável"

"Como sabem, nos últimos meses fizemos um esforço considerável para reduzir os nossos custos, mas isso simplesmente não foi suficiente", justificou Ek.

Segundo o empresário, os investimentos do Spotify cresceram duas vezes mais rápido do que a sua receita no ano passado.

"A longo prazo seria inviável em qualquer contexto, mas num ambiente difícil a nível macroeconómico, será ainda mais difícil tapar o buraco", assumiu.

Nos últimos anos, a empresa investiu milhões em podcasts, um ramo em que se tornou líder mundial, mas os resultados desta incursão ainda são desconhecidos, segundo analistas.

A aposta neste formato de áudio também rendeu polémicas à plataforma, como quando o comediante americano Joe Rogan foi acusado de espalhar notícias falsas nos seus programas.

No final de setembro, a plataforma contava com cerca de 456 milhões de subscritores, dos quais 195 milhões pagam pelo serviço.

O anúncio do Spotify está em linha com o que tem vindo a acontecer em outras gigantes tecnológicas.  Após demissões na Amazon, Meta (empresa detentora do Facebook) e Microsoft, a Alphabet (dona da Google) anunciou que vai cortar 12 mil empregos em todo o mundo, ou seja, um pouco mais de 6% da sua força de trabalho.

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