A estrutura vai “possibilitar a todos na Terra, através de Santa Maria, chegar ao Sol e isso é crítico para percebermos as alterações do clima nas próximas décadas”, adiantou hoje Manuel Heitor, na inauguração da antena que permite a recolha de dados científicos.

“Isso vai ser feito a partir desta antena, com uma operação aqui, em Santa Maria, onde 14 marienses trabalham hoje. Atraímos aqui pessoas de todo o mundo para virem a Santa Maria trabalhar nesta antena, e temos a total confiança da Agência Espacial Europeia para a integrar na rede mundial de antenas”, prosseguiu o responsável pela tutela.

O investimento de 2,7 milhões de euros, dos quais 2,5 milhões de euros canalizados através de uma contribuição portuguesa para a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa) e de fundos regionais, “é crítica para ampliar o teleporto e trazer mais atividades para Santa Maria”, considerou o governante.

Com a abertura do concurso de concessão da estrutura situada no Monte das Flores, o responsável pela pasta da Ciência espera, “sobretudo, criar mais emprego”.

Manuel Heitor destacou ainda que se pretende criar um “ecossistema de atividades” naquela ilha do grupo oriental açoriano.

Para além da criação do Porto Espacial, está a ser estudado o uso das instalações do Polígono para testes de motores e a utilização do aeroporto para um vaivém europeu.

O ministro visitou hoje a ilha de Santa Maria, acompanhado pelo presidente do Governo Regional dos Açores e por uma comitiva da agência espacial portuguesa Portugal Space.

Para José Manuel Bolieiro, aquela infraestrutura representa a “união de objetivos para valorizar o território e as oportunidades do futuro no diz respeito a investigação, inovação e aplicação da ciência”.

ILYD // JMR

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