Apesar das dificuldades que a pandemia impôs, houve negócios que cresceram nesse contexto. É o caso da comuniTI, um supermercado online lançado em novembro de 2019 que faturou 1,2 milhões de euros apenas no primeiro ano.

Com cerca de 4500 produtos, 70 mil clientes inscritos e mais de 50 mil visitantes por mês no site, o objetivo da comuniTI passa por “dar poder à nossa comunidade para fazer compras de uma forma mais inteligente. É como tudo começou e como tudo irá continuar”, afirma o fundador, Rui Adrego.

“A pandemia ajudou-nos a ter uma visibilidade mais rápida. Milhares de famílias que nunca tinham considerado fazer compras online, principalmente mercearias, produtos do lar e essenciais, experimentaram”, refere.

No entanto teve de ultrapassar alguns desafios. O centro logístico e de distribuição da empresa inicialmente era em Ovar, uma das primeiras cidades que esteve sob cerca sanitária no ano passado. Os CEO da empresa Rui Adrego e Ravit Turjeman recordam bem esses dias em que as mercadorias não podiam entrar em Ovar e que os obrigou a enviar carrinhas até à fronteira para retirar os produtos dos camiões e de lá enviar diretamente para os clientes.

À medida que foram conquistando mais clientes, a localização do armazém tornou-se insustentável e mudaram-se para Santa Maria da Feira, também no concelho de Aveiro, onde estão atualmente e que já está a “tornar-se pequeno”, confessa Rui Adrego.

A proposta de ajudar os consumidores a fazer compras de forma mais inteligente materializou-se numa série de funcionalidades no site, como um mecanismo que compara os preços da comuniTI com os dos quatros “players online” portugueses (Continente, Auchan, Pingo Doce e Intermarché).

“Numa plataforma o cliente pode ver os preços que estão a ser praticados no mercado, fazendo uma compra totalmente informada. Não precisa de andar a saltar entre folhetos”, explica Rui Adrego. “Consegue ver a qualquer momento quanto é que irá poupar em comparação com outros supermercados em tempo real”, adiciona Ravit Turjeman.

Oferecem também desconto por quantidades, ou seja, ao adquirir mais do que uma unidade, o valor unitário da maioria dos produtos reduz.

Em breve irão lançar uma nova ferramenta patenteada e que “está no ADN da formação da comuniTI”. Chama-se “community buy” e permite que consumidores individuais possam iniciar compras em grupos ou juntar-se a grupos já ativos – quantas mais pessoas se juntarem mais o preço decresce, sendo possível chegar a margens “muito próximas do preço operacional” em categorias como fraldas, alimentação infantil ou comida para animais.

“As pessoas fazem as suas próprias promoções”, sumariza a co-criadora da comuniTI Ravit Turjeman. "Acreditamos que qualquer família, independentemente do rendimento disponível deverá ter a capacidade de dar o melhor aos seus filhos ou aos seus animais”, acrescenta Rui Adrego.

Entre os produtos mais comprados estão detergentes, vinhos e cervejas, artigos de cosmética e alimentação para animais, sendo que as compras individuais têm o valor médio de 75,3 euros a cada 15 dias. O pagamento pode ser feito de diferentes formas: Multibanco, Cartão de Crédito, Paypal, MBWay ou Cartão-Refeição.

Por enquanto não está nos planos da empresa ter um supermercado físico, mas admitem que podem no futuro ter pontos de recolha para que as entregas possam ser feitas em 1 ou 2 horas.

Os fundadores do supermercado online antecipam ainda uma longa trajetória para mudar os hábitos de compra dos portugueses para o online e veem a comuniTI como um propulsor desta tendência. “A pandemia forçou esta mudança cultural, transformando as compras online em uma questão de necessidade. Foi um salto no tempo que nos permitiu estar ao mesmo nível que outros países”, afirma Ravit Turjeman.

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Um artigo do parceiro

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