De todos os expositores da conferência sobre regiões inteligentes organizada pela Comissão Europeia, o da Universidade de Ciências Aplicadas da localidade finlandesa de Satakunta (a mais de 200 quilómetros da capital) foi o que teve mais atenções, pois todos quiseram ver o Pepper em ação.

O robot mostrou aos conferencistas os seus dotes como dançarino, fez poses para as fotografias, disse a sua idade, a data atual e qual a sua cor, branca.

A par disso, Pepper também reconheceu o facto de não ter emoções e que, apesar de entender as perguntas que lhe eram feitas, é apenas uma máquina que não possui a capacidade de pensar, como os humanos.

Mesmo assim, com uma luz azul giratória no local dos olhos, o robot fala diretamente com quem o interpela. Quando percebe qual o comando ou a pergunta, os “seus olhos” ficam verdes.

Na opinião da responsável pelo departamento de tecnologia da universidade, Sari Merilampi, “o poder do Pepper é ser tão interativo e social”.

Ao longo de dois dias (quinta-feira e hoje), várias entidades, empresas e responsáveis políticos estiveram reunidos a falar sobre regiões inteligentes e a debater a maximização do potencial inovador da Europa.

Fabricado em França, o robot vai entrar no programa do grupo de investigação da Universidade de Ciências Aplicadas de Satakunta, que se dedica a pôr a tecnologia ao serviço de crianças, pessoas com necessidades especiais e idosos.

Segundo a responsável, o objetivo deste grupo de seis investigadores é “adaptar a lógica da tecnologia às necessidades das pessoas com necessidades especiais, e não tentar adaptar as pessoas à tecnologia”.

Para isso, esta universidade estatal promove a “cooperação com o Estado e as empresas”, por forma a “envolver vários setores”.

“Tentamos mostrar às empresas tecnológicas que podem usar as suas mais-valias e conhecimentos para ajudar as pessoas”, explicou à agência Lusa Sari Merilampi.

Admitindo algum ceticismo por parte dos responsáveis de algumas empresas, a investigadora observou que “é muito mais poderoso mostrar o que a tecnologia pode fazer e como é usada para ajudar, ao invés de fazer uma apresentação e apenas falar sobre isso”.

Com esta técnica, estes cientistas admitem conseguir mudar algumas mentalidades, principalmente dos profissionais de saúde.

Os investigadores querem agora programar o robot que conta com cinco “dedos” e uma câmara incorporada, para comunicar em linguagem gestual.

A par do Pepper e de outro robot mais pequeno, mas usado com as mesmas finalidades, esta universidade desenvolveu também um programa informático que permite a alguém que se desloque com recurso a um andarilho ou cadeira de rodas, ver qualquer local do mundo.

Este programa vai acompanhando os movimentos da pessoa e resulta numa espécie de simulação de uma viagem, que a pessoa vai acompanhando à medida que se desloca.

Também um tapete que promove a movimentação das pessoas que necessitam de fisioterapia ou um dispositivo que promove o equilíbrio, são outras das inovação apresentadas pelos investigadores nesta conferência.

A Universidade de Satakunta já estabeleceu parceiras em redor do mundo, em países como a Holanda, Irlanda e está a tentar chegar à China.

Onde também já conseguiu chegar foi a Portugal, através de uma parceria estabelecida com a Universidade da Beira Interior.

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