Para isso, a empresa norte-americana anunciou o lançamento de um "conjunto de dados de deepfakes visuais que produzimos" e que pode ser usado como ponto de referência para determinar se um vídeo foi alterado artificialmente.

"A deteção de deepfakes é um dos desafios mais importantes que temos pela frente", afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai, numa mensagem publicada no Twitter.

A iniciativa surge com a crescente preocupação de que o "deepfake" (falsificações quase perfeitas) possa ser usado para semear discórdia ou manipular campanhas eleitorais.

Alguns analistas preveem que estas falsificações realistas sejam usadas para distorcer as eleições de 2020 nos Estados Unidos.

"Para preparar esse pacote de dados, durante o ano passado, trabalhamos com atores pagos e com o consentimento para gravar centenas de vídeos", informaram Nick Dufour, do Google Research, e Andrew Gully, do Jigsaw, uma unidade de pesquisa independente da Alphabet, que pertence à Google.

"Usando os métodos de geração de deepfake disponíveis ao público, criamos milhares de deepfakes a partir desses vídeos. Os vídeos resultantes, reais e falsos, constituem a nossa contribuição, que criamos para apoiar diretamente os esforços de deteção do deepfake".

No início deste ano, a Google divulgou dados de áudio sintético (recurso que consegue imitar a voz humana) com o mesmo objetivo e tem vindo a trabalhar com parceiros do setor para detetar e impedir falsificações.

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