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Uma herança, a BD e o fim do mundo

E se o teu falecido avô te deixasse uma herança daquelas fora do normal? Para além de uma casa, deixava-te uma coleção de banda desenhada, cujo valor desconhecias, e, ao tentares vender os seus capítulos, davas início ao fim do mundo? Parece um enredo saído de uma bad trip mas é, na verdade, o conceito da série “Utopia”, disponível na Prime Video da Amazon.

A banda desenhada, que dá também nome à série, tem um mar de fãs que estão doidos por colocar as mãos nas edições recém descobertas por um casal de jovens que se muda para a casa herdada. Para decidirem quem será o próximo dono das páginas exclusivas, o casal decide fazer uma série de entrevistas numa convenção de BD. No fim das entrevistas, todos os candidatos a compradores da peça aparecem mortos num massacre como nunca antes visto no hotel da convenção. Por acaso ou sorte, sobrevive apenas um grupo de 5 amigos que sente uma ligação especial à história de “Utopia” e à personagem principal, Jessica Hyde.

"Acho Que Vais Gostar Disto" é uma rubrica do SAPO24 em que sugerimos o que ver, ler e ouvir.

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Como verdadeiros fãs, o grupo composto por Ian, Becky, Samantha, Wilson e Grant, examina tudo ao detalhe e começa a descobrir várias semelhanças entre as páginas da banda desenhada e o mundo real, assim como outras mensagens subtis deixadas pelo autor. Em causa estão várias ameaças à humanidade, entre vírus, doenças e catástrofes. Tudo isto podia ser apenas teorias de fanáticos, até ao dia em que lhes aparece Jessica Hyde à frente e lhes pede que se unam para evitar o pior. Mas o seu objetivo torna-se ainda mais difícil de cumprir depois do desaparecimento dos novos capítulos e é ainda dificultado por um par misterioso, responsável pelo massacre no hotel, que os persegue e mata todos os que se cruzam no seu caminho.

Com apenas oito episódios na primeira temporada, “Utopia” é uma história de ficção que se tornou realidade, ou, como eu lhe vou chamar, uma espécie de “Ficcepcion” (ficção + inception), que quase nos assusta pelo quão real parece ser, até por falar de vírus misteriosos e criados pela mão humana de forma intencional. Mas calma, no início de cada episódio aparece um disclaimer que nos diz que “este programa é um trabalho de ficção e não é baseado em acontecimentos reais”. Por isso, em princípio, está tudo bem.

  • A mão mágica: Uma série tão boa só podia ter envolvido um nome que já nos deu tantas obras de arte. “Utopia” foi escrita por Gillian Flynn (conhecida também por “Gone Girl” e “Sharp Objects”) e a produção estava a ser preparada desde 2015, inicialmente em parceria com o aclamado cineasta David Fincher.
  • Um remake americano: A história da série não é original. Este é um remake do original britânico de “Utopia”, que saiu em 2013 e foi cancelado depois de duas temporadas. Espreita aqui o trailer da série original.

Aquela meia-horinha tranquila

Sabes aquelas alturas em que te apetece ver uma série, mas não sabes o que escolher? Ou porque não queres algo difícil de digerir, ou porque não estás com cabeça para começar uma nova temporada sem saberes quando vais ter tempo para acabar? Queres uma coisa simples, curta, para te fazer companhia a almoçar ou enquanto estás a fazer outra coisa com a qual tens de dividir a tua atenção?

Eu já passei várias vezes por esta situação, e de certeza que não sou a única. A Netflix lançou mais uma série a pensar em todas as pessoas que têm este problema e, ao que parece, há várias pessoas a passar pelo mesmo, uma vez que já ocupa um lugar no top de conteúdos mais vistos da plataforma. Chama-se “We Are The Champions” e em cada episódio vai abrir-nos as portas a um mundo que, para muitos, é desconhecido, mas desperta fortes emoções. Estás curioso com o tema dos episódios? Deixo-te uma listinha com uma pequeníssima sinopse:

Episódio 1: Com o narrador a começar o episódio a falar-nos de tradições, somos transportados para Inglaterra, em particular para uma aldeia onde a população se junta para uma competição em homenagem a um dos seus pontos fortes: o queijo. Todos os anos, dezenas de pessoas juntam-se no topo da colina mais íngreme para correr atrás de um queijo, num terreno acidentado, com vários saltos e trambolhões pelo meio. O que os une? O amor pelo queijo e o orgulho pela tradição, mesmo depois de vários ossos partidos e partes do corpo deslocadas.

Episódio 2: Mesmo que tenhas uma alta tolerância ao picante, acredito que nada te prepara para esta aventura sádica. Em várias competições por todo o mundo, e até nas redes sociais, vemos diariamente pessoas a mostrar que aguentam comer os pratos mais spicy. Foi a pensar em todos aqueles que gostam de testar os seus limites que o criador da malagueta mais forte do mundo criou um desafio que vai meter todos a suar, até mesmo os espectadores.

Episódio 3: Se alguém acha que o conceito de “penteado radical” passa por cortar uma franja ou fazer umas madeixas loiras aqui e ali, este episódio vem mudar essa perspetiva. No concurso que mete todos os cabeleireiros americanos de cabelos em pé e que é particularmente adorado pela comunidade negra, o Bronner Brothers Beauty Show, é de tesouras e laca na mão que ficamos a conhecer o mundo competitivo do hairstyling.

Episódio 4: O ioiô foi um brinquedo que fez parte da infância de muitos de nós, mas esta está longe de ser só uma brincadeira de miúdos. Entre treinos, competições e manobras especiais, este é um desporto que junta amantes e atletas unidos pelo amor a este clássico. E se achas que é assim tão fácil, o melhor é veres o episódio porque isto não é só lançar o ioiô e esperar que volte a subir pela corda.

Episódio 5: Que os cães despertam as reações mais adoráveis no ser humano não é novidade nenhuma. Mas mais do que serem adoráveis, pedirem festinhas e roerem os móveis lá de casa, há patudos com talento e com potencial para serem os melhores parceiros de dança. Aqui vamos descobrir que o mundo das competições de dança canina consegue ser tão ou ainda mais competitivo do que o de humanos, e não deixa de fora os looks mais elegantes e penteados invejáveis.

Episódio 6: Da dança para o salto, e desta vez sem ser com animais peludos. A série mergulha-nos no mundo competitivo do salto de rãs e leva-nos até Angels Camp, na Califórnia, onde se realiza a maior competição anual desta modalidade. Entre os vários atletas e respetivos donos e criadores, o objetivo deste ano é bater o recorde da lenda, Rosie the Ribeter, e o seu salto de 6,5 metros.

  • A arte de brincar sem gozar: Ainda que, ao longo dos episódios, se encontrem várias “personagens”, que é como quem diz pessoas com uma personalidade que se destaca, em momento nenhum a série faz dessas pessoas o bobo da corte. Pelo contrário, mostra-nos o que é que as suas particularidades têm de melhor.

 O amor também tem preço

A minha última sugestão chama-se “Amor Ocasional”, e se achas que esta vai ser mais um enredo sobre histórias de amor falhadas, então tenho-te a dizer que estás completamente certo. É uma comédia romântica, um registo com o qual estamos tão bem familiarizados, desta vez na língua do amor, o francês. No centro de todos os acontecimentos temos três amigas em idade adulta com personalidades opostas e em páginas completamente diferentes da vida: Elsa, Charlotte e Émilie.

A primeira, Elsa, é o culminar de todos os clichés deste tipo de séries. Não encaixa na perfeição nos estereótipos de beleza convencional, vive em casa do pai, tem um trabalho do qual não gosta e é altamente desastrada e desajeitada em situações sociais (é cringe, em linguagem da internet). Para além de ainda viver presa a uma relação que terminou há dois anos, faz muito pouco para poder seguir em frente, ainda que as amigas façam de tudo para a incentivar. E quem são essas amigas? Charlotte, um espírito livre de mente aberta, que gosta de viver no limite e que faz tudo para que o grupo não acabe estagnado no conceito aborrecido de vida adulta, e Émilie, que parece ser a mais madura do grupo, está grávida, tem uma relação estável e é a menos descontraída do grupo.

Ao verem a fase difícil pelo qual Elsa está a passar, as duas amigas tentam fazer tudo para que mude de rumo, mas sem grande sucesso. E é aí que se põe a pergunta “O que é que estás disposta a fazer para que a tua melhor amiga seja feliz?”. Por muito que tu penses na resposta, acho que é pouco provável pensares no mesmo que Charlotte acabou por fazer. Já que Elsa não tenta arranjar um homem que a faça sentir viva outra vez, por que não pagar a um gigolo para que dê umas voltinhas com a amiga?

Calma, claro que Elsa nunca iria aceitar que isso acontecesse, e é por isso que o plano de Charlotte é feito sem ninguém saber. Paga a Jules, dá-lhe o briefing sobre a “personagem” que deve interpretar, e depois resta rezar pelo melhor, para que tudo pareça uma paixão natural. Mas se a ideia era isto acontecer uma única vez, a Missão “Elsa Feliz” torna-se mais difícil de ser bem sucedida, e aquilo que era suposto ser apenas um encontro, prolonga-se durante algum tempo.

Lembram-se de eu dizer que era todo um cliché? Claro que, com tantas festinhas no cabelo e “és linda” para cá e para lá, Elsa se apega a Jules. Ainda que Émilie tenha descoberto e reprovado a situação, acaba por ceder e juntar-se a Charlotte, uma vez que há muito que não via a amiga tão feliz. Mas se umas relações parecem florescer, há outras que não correm tão bem e entre os desenvolvimentos desta história de “amor” assistimos ainda às dificuldades de compromisso de Charlotte e à relação de Émilie, que está a ser destruída pelas suas inseguranças. É caso para dizer que todos os grupos de amigos têm  “personagens” destas.

  • Episódio especial: A segunda temporada estreou em 2019, mas este ano foi lançado um episódio especial sobre os tempos que correm, que mostra a vida destes casais em dias de confinamento.
  • Mais temporadas por vir: Com atualmente 15 episódios disponíveis, distribuídos por duas temporadas, “Amor Ocasional” já vai ocupar algum tempo das tuas tardes de Netflix, mas não te preocupes quando chegares ao fim. A história vai continuar e, no início deste mês, um dos atores principais confirmou o seu regresso, ainda sem data marcada.
  • Produções francesas: Esta é a segunda série francesa original produzida pela Netflix. A pioneira na plataforma foi “Marselha”, que estreou em 2016.

Créditos Finais

  • A Rainha do rap volta às origens: No dia em que comemorou os 10 anos do seu álbum de estreia, “Pink Friday”, Nicki Minaj presenteou os fãs com várias novidades. Anunciou uma série documental em parceria com a HBO Max, que deverá chegar em 2021, e alterou o seu website para a página do MySpace, o NickiSpace, em homenagem ao início da sua carreira a solo. Vê aqui.
  • A inspiração por detrás da obra: Há 10 anos, Kanye West apresentou ao mundo o álbum “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” e há dois dias, em modo de celebração, a mulher, Kim Kardashian, contou a todos de onde veio a inspiração. Tudo começou com um postal de aniversário! Espreita este artigo do BuzzFeed, que compila os posts da socialite.
  • Da Netflix para as redes sociais: Há uns dias, cruzei-me no TikTok e no Twitter com uma trend, feita maioritariamente lá fora, onde as pessoas gravam um vídeo antes, durante e depois de ver a curta-metragem “Se Acontecer Alguma Coisa, Adoro-vos”, disponível na Netflix. Mas, afinal, o que é que este filme tem de especial? Lê aqui.

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