O negócio não está ainda finalizado, mas, nos termos do acordo, a Netflix pagaria ao casal Obama por conteúdo exclusivo, ou seja, disponível apenas no serviço de streaming que tem cerca de 118 milhões de subscritores em todo o mundo, e que está disponível também em Portugal.

Segundo fontes próximas do processo, Michelle e Barack querem produzir programas que dão visibilidade a histórias inspiradoras, não sendo objetivo do ex-presidente usar esta plataforma para confrontar diretamente Donald Trump. Todavia, se finalizado, este acordo pode dar ao casal Obama - e às suas ideias - maior exposição.

Não se sabe ainda os temas que serão abordados, mas uma das ideias em cima da mesa é ter Barack a moderar conversas sobre temas como imigração, saúde, alterações climáticas, entre outros temas fortes da sua presidência e cuja visão não é partilhada pelo atual líder do país.

Barack Obama foi Presidente dos Estados Unidos da América entre 2009 e 2017, sendo o primeiro afro-americano a ocupar o cargo. O democrata foi substituído no cargo pelo empresário republicano Donald Trump.

Ao jornal norte-americano, Eric Shultz, assessor do ex-presidente, o casal Obama “sempre acreditou no poder de contar histórias que inspiram”, adiantando que “ao considerarem os seus planos pessoais para o futuro, continuam a explorar novas formas de ajudar outros a contar e partilhar as suas histórias”.

Não se conhecem para já os valores envolvidos neste negócio. Todavia, a Netflix continua a apostar na produção de conteúdo original e já adiantou que o seu orçamento para conteúdo este ano é de 8 mil milhões de dólares.

Fontes familiarizadas com o processo de negociação adiantaram ainda ao The New York Times que também a Apple e a Amazon mostraram interesse em discutir com o casal Obama conteúdos para os seus serviços de streaming.

Obama marcou presença recentemente num exclusivo Netflix, tendo sido o primeiro convidado do regresso aos ecrãs de David Letterman.

O apresentador norte-americano de televisão é o pivô do programa  “O meu próximo convidado dispensa apresentações”, que é exibido através da plataforma em vários países, incluindo Portugal.

Além de Barack Obama, a primeira série de seis episódios inclui entrevistas ao ator e realizador George Clooney, à jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai, Nobel da Paz em 2014, ao ‘rapper’ e produtor Jay-Z, à atriz Tina Fey e ao radialista Howard Stern.

“Com entrevistas realizadas dentro e fora de estúdio, as conversas são íntimas, profundas e de grande alcance, conjugando o humor e a proximidade que tanto caracterizam David Letterman. Dave, ao longo destes seis episódios, vai explorar diferentes campos, dando-lhe assim a liberdade de expressar a sua curiosidade e o seu desejo de investigar tópicos específicos relacionados com cada um dos seus convidados”, refere a Netflix, em comunicado.

“O meu próximo convidado dispensa apresentações” é produzido para a Netflix pela RadicalMedia e pela Worldwide Pants Incorporated, a produtora de David Letterman. David Letterman, de 70 anos, liderou o popular programa de entrevistas “Late Show with David Letterman”, entre 1982 e 2015.

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