Toda a sala do Coliseu do Porto vai transformar-se num “grande deserto ‘cyberpunk’”, onde os artistas circenses vão estar vestidos como se fossem “personagens de um videojogo”, ou de uma espécie de “Mad Max para jovens”, onde se vai tentar ficcionar o deserto com montanhas áridas do livro “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello, explicou à Lusa a presidente da Associação Amigos do Coliseu do Porto e responsável pelo conceito desta edição, Mónica Guerreiro.

Em entrevista telefónica à agência Lusa, Mónica Guerreiro assumiu que os principais “pontos de interesse” deste novo espetáculo de circo têm a ver com a ideia de não haver interrupções na construção da mensagem ao longo dos 95 minutos de duração, onde a magia e a música ao vivo com uma banda de fanfarra vão estar presentes do princípio ao fim.

O Circo de Natal vai ter, pela primeira vez, “língua gestual portuguesa para pessoas surdas” e “áudiodescrição para pessoas cegas”, porque o circo deve ser para todos, acrescentou.

“Essa magia vai estar sempre presente e vão estar sempre a existir truques entrelaçados na história, tal como os restantes truques e técnicas e habilidades de circo, como o diábolo, o ‘rolla bolla’, suspensão capilar em que o corpo da artista está suspenso apenas pelo cabelo”, pinos, malabarismo, fogo e até uma roda da morte.

Na edição de 2022, o Circo de Natal do Coliseu conta com a direção artística de Rui Paixão, um ‘clown’ e um mimo e o primeiro português a integrar o Cirque du Soleil como criador original, que propõe que o público seja levado a imaginar, em conjunto com os artistas, como é que seria o último ato da fábula inacabada “Os Gigantes da Montanha” do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, que morreu antes de ter terminado a peça.

“Este espetáculo vem inventar o que é que seria esse último ato, caso pudesse ser feito em 2022, no Porto, por uma trupe de circo feita por artistas de seis países”, designadamente Portugal, Brasil, Costa Rica, França, Polónia e Rússia, explicou Mónica Guerreiro.

A direção do ilusionismo está a cargo do mágico Mário Daniel e a direção musical é assinada pelo compositor e maestro Ramón Galarza.

O espetáculo de circo vai fazer um tributo ao Chapitô, instituição em Lisboa com décadas de dedicação e de investigação no circo, que em 1987 lançou um disco chamado “A Festa do Circo”, com músicas de Sérgio Godinho, Nino Rota, Rão Kyao ou António Victorino d’Almeida, entre muitos outros, e que vai agora ser de novo revelado ao vivo com novos arranjos do próprio Ramón Galarza.

A mensagem deste novo espetáculo de novo circo está relacionada com a sociedade e como toda ela tem de “trabalhar [em conjunto] para construir um futuro melhor”, adiantou Mónica Guerreiro.

O espetáculo, que fica patente no Coliseu até dia 8 de janeiro de 2023, é para públicos a partir dos “zero anos”, concluiu.

Os bilhetes custam entre nove e 19 euros. As crianças até aos 3 anos têm 75% de desconto e a crianças maiores de 3 anos e estudantes têm 50% de desconto, assim como famílias com mais de três elementos. Amigos do Coliseu e portadores do Cartão Porto podem usufruir de 20% de desconto.

As sessões com audiodescrição estão agendadas para os dias 29 de dezembro, dia 7 e 8 de janeiro.

As sessões com Língua Gestual Portuguesa acontecem dias 11 de dezembro, 4 e 7 de janeiro.

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