As principais mudanças acontecem na dimensão e nas datas do Festival, que este ano se estende por dois fins de semana: 16 a 19 e 24 a 26 de julho.

Continuará a ser principalmente um Festival de rua, totalmente gratuito, com música, performance, novo circo, vídeo e instalações, entre outras áreas artísticas.

O investimento municipal no evento, que foi 500 mil euros em 2019, será este ano de 220 mil euros, “procurando um bom equilíbrio entre a qualidade e a necessidade de redução da dimensão dos espetáculos e aumento da segurança para espetadores e participantes”.

“O Festival dos Canais é já uma marca muito forte do nosso território e da nossa gente. É fundamental prosseguir este caminho de crescimento do evento, também ele numa lógica de adaptação ao novo normal”, sublinhou o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves.

Os recintos onde vão decorrer os espetáculos “vão estar delimitados e com levantamento de bilhete obrigatório, assim como lugares fixos e devidamente distanciados”, sendo disponibilizadas máscaras e gel desinfetante.

“Apesar da pandemia, o Festival mantém o seu ADN e continua a ter uma dimensão nacional e internacional, contando com várias estreias, entre as quais várias coproduções, sem esquecer a criação local”, destaca por sua vez José Pina, gestor da equipa organizadora do Festival dos Canais.

A Praça Marquês de Pombal é o maior recinto do Festival, onde vão decorrer, sempre às 21:30, os concertos de Dino D’Santiago (dia 18), Cuca Roseta (dia 24) e o saxofonista Henk Van Twillert com Hélder Moutinho (dia 25).

Já o cine-concerto “Surdina”, uma tragicomédia do realizador Rodrigo Areias com música de Tó Trips e argumento de Valter Hugo Mãe, será dia 16, às 22:30, mas no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian.

Tal como em edições anteriores, voltam à escadaria Fernando Távora os concertos de fim de tarde, com encontro marcado a partir das 19:30 e ao lado, no Claustro da Misericórdia, a Orquestra Filarmonia das Beiras vai interpretar obras de Mozart, Schubert, Julio Medaglia e Gonçalo Lourenço, a 19, 25 e 26, também ao final do dia.

Entre as estreias, o coreto do Parque recebe, nos dias 17, 18 e 19, o novo circo num espetáculo de João Paulo Santos, intitulado “O Outro”, enquanto o Teatro Aveirense tem uma criação de marionetas da companhia “Red Cloud”, nos dias 24, 25 e 26.

“Wave Shape” é uma fusão de escultura, som, instalação e dança na qual a água é protagonista e que irá ser desfrutada ao longo do Canal Central, nas noites de 18 e 19, com a particularidade de que, além da vertente performativa, um conjunto de códigos QR distribuídos vai permitir ao público, com o seu telemóvel, fazer scan do código e ouvir uma música ou história escolhida para cada local.

LP Dance e o seu espetáculo “Sal”, na Marinha da Noeirinha, assim como apresentações do Dancenter no Claustro da Misericórdia, os habituais desenhos dos Aveiro Sketchers, inspirados nos espetáculos do festival, e uma proposta performativa e formativa de Madina Ziganshina, vão exibir criações locais.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.629 pessoas das 44.416 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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