Na conferência de imprensa de balanço da 13.ª edição, que hoje termina, o promotor Álvaro Covões anunciou o regresso da banda almadense aos palcos.

“É com muito orgulho que o NOS Alive anuncia a atuação exclusiva, o regresso, dos Da Weasel”, afirmou Álvaro Covões, na presença dos elementos da banda: Carlão, Virgul, Jay, DJ Glue, Quaresma e Guilherme Silva.

O concerto no festival, a 11 de julho, não representa no entanto o regresso da banda, formada em 1993, ao ativo.

Carlão, que nos Da Weasel era Pacman, falou num “momento especial” para todos os elementos da banda.

“Estamos emocionados com este dia. Foi a altura certa [para um concerto], o pessoal estava para aí virado, falámos todos sobre fazer um concerto e estamos aí”, afirmou, acrescentando que “é um concerto em 2020 no NOS Alive, é o que é”.

“Vai ser um concerto único, dia 11 de julho de 2020. Vamos estar concentrados apenas e só no Alive, que foi de facto um convite irresistível. Vamos trabalhar durante um ano com muito afinco, a pensar só e apenas neste único evento”, reforçou Jay, à margem da conferência de imprensa, em declarações à Lusa.

Partilhando que “é tudo muito inesperado”, na conferência de imprensa, o baixista referiu que o concerto acontece “sobretudo pela família e os filhos” dos elementos da banda, que “provavelmente são neste momento as pessoas mais felizes deste mundo”.

Apesar de ainda faltar um ano para o concerto, Jay garantiu que “seguramente não vai haver nada de novo”, e que, no palco principal do Passeio Marítimo de Algés irão fazer uma “retrospetiva dos melhores concertos” da carreira.

“Vamos analisar ainda o que de melhor fizemos. Temos um ano para trabalhar, não podemos ainda prometer nada. Vamos premiar estes anos todo de ausência com muito trabalho e vamos trabalhar para que seja um trabalho inesquecível, os fãs que merecem uma resposta da nossa parte em palco”, afirmou.

Em declarações à Lusa à margem da conferência de imprensa, Carlão adiantou que a banda começa a ensaiar “para a semana”.

“Ainda não está nada alinhado e ainda não pensámos se vamos ter convidados ou não”, disse.

Quando se separaram, em 2010, os Da Weasel integravam: João Nobre (Jay), Carlos Nobre (Pacman), Virgul, Pedro Quaresma, Guilherme Silva e DJ Glue. No início da carreira, integraram também a banda Yen Sung e Armando Teixeira.

A possibilidade de os dois últimos estarem também em palco não está fechada.

“Os Da Weasel nos últimos anos são estas pessoas que aqui estão e por isso eram as que faziam sentido para o concerto, mas não estou a excluir nada. agora se calhar deste ideias até à malta”, disse Carlão à Lusa.

Em 2009, a banda de Almada tinha anunciado que faria uma pausa no projeto, depois de anos consecutivos de concertos e gravações discográficas.

No ano seguinte, anunciavam oficialmente o fim do grupo, restando aos fãs a discografia até então editada - seis álbuns de estúdio, um EP e dois DVD ao vivo - e canções como "Good Bless Johnny", "Dúia", "Agora e para sempre (a paixão)", "Ressaca", "Dou-lhe com a alma", "Dialectos de ternura" e "Tás na boa".

"Amor, Escárnio e Maldizer" foi o último álbum de originais que o grupo editou, em 2007, e que na altura representava um amadurecimento da sonoridade, entre o ‘hip-hop’ e o rock pesado.

Alguns dos músicos prosseguiram em projetos paralelos: Jay e Quaresma com os Teratron, Carlão com os Dias de Raiva, 5:30, o projeto Algodão e a solo, e Vigul a solo e com os Nu Soul Family.

A discografia dos Da Weasel inclui ainda o EP "More than 30 motherf****s" (1994), "Dou-te com a alma" (1995), "3º Capítulo" (1997), "Iniciação a uma vida banal - o manual" (1999), "Podes fugir mas não te podes esconder" (2001) e "Re-definições" (2004).

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