Este ano, a feira conta com 294 pavilhões e com a presença de 626 marcas editoriais/editoras, ocupando 23 mil metros quadrados, ou seja, mais 3.000 metros quadrados do que em 2017, referiu o secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Bruno Pacheco, na apresentação do certame.

Entre as novidades está a hora de encerramento da feira de segunda a quinta-feira, que passa das 23:00 para as 22:00, o que faz com que a “Hora H” - momento de descontos especiais – seja também antecipada uma hora.

Segundo Bruno Pacheco, a antecipação da hora de encerramento resulta de uma auscultação aos editores, por lhes parecer o horário mais adequado, uma vez que a feira é muito visitada por famílias com crianças.

Outras novidades deste ano serão o espaço 'selfie', um local para tirar e partilhar fotografias panorâmicas da cidade, e uma nova coleção de 'merchandising', onde a cortiça estará presente.

Da programação hoje anunciada, sabe-se que no próximo sábado, 26, dias depois de completar 95 anos, o ensaísta Eduardo Lourenço marcará presença na feira numa iniciativa em que será exibido o documentário "Labirinto da Saudade”, com a presença do realizador, Miguel Gonçalves Mendes, e da presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río.

A Feira do Livro de Lisboa associa-se à iniciativa Noite da Literatura Europeia e juntará, a 09 de junho, os autores Damir Karakas (Croácia), Felipe Benitez Reyes (Espanha), Laetitia Colombani (França), Errico Buonanno (Itália), Olga Stehlíková (República Checa) e Radu Sergiu Ruba (Roménia) numa conversa moderada por Pedro Vieira.

O autor David Machado, vencedor do Prémio de Literatura da União Europeia em 2015, estará à conversa com o público no dia 08 de junho.

No recinto estará patente uma exposição retrospetiva de todas as edições da feira, intitulada "88 anos de imagens com história", onde se poderá revisitar o certame desde o início dos anos 30 do século XX, quando se realizava no Rossio.

A escritora Luísa Costa Gomes, o crítico de cinema João Lopes, os autores Moita Flores, Nuno Artur Silva, Adelino Faria e Luísa Schmidt são alguns dos nomes que estarão presentes nos debates promovidos pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este ano mantém a parceria com a Rádio Renascença.

Entre as novidades desta edição do certame contam-se também a mais do que duplicação das áreas de sombra, que se alargam a todas as zonas de descanso, como praças, áreas de alimentação e à zona do passadiço onde estão localizadas as esplanadas, segundo referiu o diretor da feira, Pedro Pereira da Silva.

O responsável acrescentou que este ano "a feira foi aumentada um pouco mais para norte e para oeste, onde ficará a zona de ´showcooking`, que regressa reforçada em relação a 2017 e que este ano terá duas iniciativas: o prémio Portugal Cookbook Fair 2018 e a Supper Stars Battle”.

Maria de Lourdes Modesto presidirá ao juri de especialistas que elegerá o vencedor do prémio Portugal Cookbook Fair 2018, que decorrerá no sábado, às 18:00.

Para homenagear a cozinha tradicional portuguesa e as suas obras mais emblemáticas, quatro chefes de cozinha bater-se-ão em duas semifinais da Supper Stars Battle, a 31 de maio e 01 de junho, confecionando a mesma receita tradicional portuguesa numa prova cuja final decorrerá a 02 de junho.

Várias iniciativas dedicadas ao vinho, como provas e lançamentos, música e cinema, nomeadamente a exibição de "Cartas de guerra", de Ivo M. Ferreira", e "José e Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, o regresso da iniciativa "Acampar com histórias", que permite que os jovens pernoitem na Estufa Fria, a atribuição do prémio "Miúdos a votos", uma iniciativa que que desafiou crianças e jovens, das escolas de todo o país a votar nos livros que consideram os melhores para a sua idade, são também propostas desta edição da feira.

As Bibliotecas de Lisboa levam também uma novidade a esta edição da feira com o lançamento da loja BLX, um conceito que está a funcionar com um modelo-piloto no átrio da Biblioteca do Palácio Galveias. A loja BLX vai estar disponível em algumas bibliotecas da rede, que vão vender edições da Câmara de Lisboa e promover a cultura e o património das cidades, anunciou Susana Silvestre, responsável pelo departamento de bibliotecas da Câmara de Lisboa.

Uma arruada de leitura para os mais jovens que pretende mobilizar também as famílias, no âmbito do Plano Nacional de Leitura é outra das novidades da edição deste ano do certame.

O ‘site’ da feira do livro, que na edição de 2017 registou mais de 150.000 visitas por dia, continuará a disponibilizar toda a programação diária do certame, incluindo os autores de referência, frisou Pedro Pereira da Silva.

Este ano, o auditório da APEL vai estar à entrada da Feira, assim como o ‘stand’ da associação, onde estará patente a retrospetiva sobre todas as edições da feira.

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