O guitarrista Pedro de Castro, da ACFL, disse à Lusa que a iniciativa visa “aproximar os portugueses das casas de fado, aproveitando a época baixa”, de menor afluência, nomeadamente turística”.

“Abrimos portas e mostramos como acontece o fado, da tasca mais humilde onde há ‘fado vadio’ aos restaurantes típicos, onde cantam os profissionais”, disse o músico, que é proprietário da casa de fados Mesa de Frades, em Alfama.

A festa acontece em três fins de fins de semana seguidos, de 28 a 31 de outubro, de 05 a 07 e de 12 a 14 de novembro, em “mais de 20 casas” de fado de Lisboa, “todas com o selo ‘Safe & Clean'”.

Pedro de Castro disse que ainda há casas de fado que podem vir a aderir à iniciativa. Têm apenas de estar inscritas na Inspeção-Geral das Atividades Culturais e na Sociedade Portuguesa dos Autores, e garantir as regras de segurança da Direção-Geral da Saúde, no âmbito do atual contexto pandémico.

Outro objetivo da iniciativa é “dar confiança às pessoas para saírem de casa”, depois do confinamento e de uma paralisia no setor. A situação de pandemia causou o encerramento de várias casas de fado, tendo alguns profissionais ficado sem os seus rendimentos, num setor em que predomina a precariedade laboral, e muito dependente do fluxo turístico.

O custo da participação na Festa do Fado é de 25 euros, o bilhete pode ser adquirido nos locais habituais.

“Adquirida a entrada, as pessoas vão levantar ao Museu do Fado a pulseira identificadora que dá direito a entrarem nas casas de fado e assistirem ao espetáculo. No caso de quererem comer, têm um desconto de 25% e um de 50% nas bebidas do bar”, explicou Pedro de Castro.

Segundo o responsável, cada casa de fado reserva metade da sua lotação para os participantes na Festa do Fado.

Esta festa insere-se no protocolo entre a câmara de Lisboa e a Associação, assinado em agosto último, e que incluiu um apoio financeiro de 574 mil euros.

Num dos pontos do protocolo lê-se que este “reafirma” a “recetividade da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em apoiar o setor do Fado, declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade, e Património de Lisboa, durante a crise económica do Covid-19, nas suas diferentes expressões, por forma a assegurar a sobrevivência dos seus agentes e artistas”.

Segundo o protocolo, a ACFL colabora “na implementação e desenvolvimento de várias iniciativas para promoção do Fado”.

A ACFL propunha-se a desenvolver “duas iniciativas relevantes para o objetivo de promover o Património Cultural Imaterial da cidade e apoiar as casas de fado de Lisboa”: a produção de um magazine televisivo dedicado ao Fado e a realização da Festa do Fado.

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