O programa inclui igualmente o ciclo de canções “Tremor”, também de autoria de Côrte-Real, com a soprano Bárbara Barradas, como solista.

“Tremor” é um ciclo de canções escrito sobre poemas de Pedro Mexia que “nasceu como reflexão artística sobre o grande terramoto de Lisboa de 1755”, segundo nota do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC). “Este é o tema central, mas a obra perfila-se sobre os medos humanos em geral e sobre outros abalos e tremores que nos espreitam”.

O Magnificat manuelino foi composto para a efeméride dos 500 anos da morte de Manuel I, que Côrte-Real considera “o político que mais fez pelas artes em Portugal, sobretudo pela arquitetura”.

“Nascido de um desejo de universalidade e de união, é um Magnificat ’com especiarias’ que lida com sonoridades não-europeias (marimbas, congas) e timbres pouco litúrgicos (vibrafone, piano, celesta e harpa)”.

O concerto encerra as iniciativas por ocasião dos 500 anos da morte do rei Manuel I, o Venturoso, que decidiu a construção do Mosteiro dos Jerónimos, celebrando a chegada de Vasco da Gama à Índia, por via marítima, em 1498.

Manuel I morreu a 13 de dezembro de 1521, tendo assumido o trono em outubro de 1495. Durante o seu reinado, deu continuidade à política de expansão marítima do seu antecessor, João II, tendo sido o primeiro monarca a intitular-se “Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia”.

Nuno Côrte-Real, 51 anos, é “um dos mais importantes compositores portugueses da atualidade”, refere o TNSC, com quem o compositor tem “mantido uma frutuosa relação”.

Neste teatro lisboeta estreou, em 2011, a ópera ”Banksters”, com libreto de Vasco Graça Moura.

Da sua produção refira-se a ópera de câmara “A Montanha” (2007), uma encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian, e “O Rapaz de Bronze”, também uma ópera de câmara, desta feita baseada no conto homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma encomenda da Casa da Música, no Porto, que se estreou em setembro de 2007.

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