Mas, além dos vencedores, existem outros aspectos que dominarão a noite.

1. Como será abordado o #MeToo?

O movimento #MeToo começou pouco após os Emmy do ano passado, e há grande probabilidade de o tema ser abordado na cerimónia deste ano, sobretudo depois da renúncia do presidente da emissora CBS, Les Moonves, por uma onda de acusações sexuais.

Programas com tramas sobre mulheres como "The Handmaid's Tale", "The Marvelous Mrs Maisel" e "The Crown" estão entre as favoritas.

Embora este mês o Women's Media Center tenha redigido um relatório destacando que os homens levaram 70% das indicações sem ser de atuação, chegando a 94% nas de direção, este número é consideravelmente menor do que os 90% de 2017.

2. Que peso Trump terá na cerimónia?

Com as estrelas de "Saturday Night Live" Colin Jost e Michael Che a conduzir a cerimónia e Alec Baldwin mais uma vez indicado pela sua interpretação do presidente Donald Trump, é muito provável que o evento deste ano seja, novamente, muito político.

Jost disse à revista Vanity Fair que ele e Che esperavam fazer um espetáculo "menos político do que o normal", mas se as outras cerimónias servem de termómetro, será difícil evitar o tempero anti-Trump na capital do entretenimento, que também é um reduto democrata.

Nos prémios Tony, que reconhecem os melhores do teatro, Robert De Niro recebeu uma grande ovação por usar um impropério para condenar Trump. Nos Oscares, em fevereiro, o diretor mexicano Guillermo del Toro fez uma chamada de atenção aos

imigrantes.

3. Será o Emmy da Netflix?

Em julho, a gigante da televisão por streaming finalmente impôs-se no número de indicações contra a HBO (112 a 108). Mas será que isso se traduzirá necessariamente em mais troféus?

No ano passado, a HBO levou 29 distinções e a Netflix 20.

Depois dos Creative Arts Emmys — cerimónia anterior à festa principal que premeia as categorias técnicas, realizada há alguns dias —, a HBO saiu com uma vantagem mínima: 17 a 16.

A HBO tem "Game of Thrones" e "Westworld" como os seus principais competidores, enquanto a Netflix vai com "The Crown", "Stranger Things" e "GLOW".

4. A já terminada 'The Americans' levará algo?

Adorada pela crítica, "The Americans" — série sobre espiões soviéticos nos Estados Unidos durante a Guerra Fria — recebeu 18 indicações ao longo das suas seis temporadas.

Mas até agora levou apenas duas estatuetas, ambas para a atriz convidada Margo Martindale.

Os protagonistas da série, Keri Russell e Matthew Rhys, foram indicados este ano pela terceira vez. Será que algum deles, ou os dois, poderá comemorar o Emmy, como fez Jon Hamm no final de "Mad Men"?

As previsões do site especializado Gold Derby colocam Rhys como o favorito, enquanto Russell aparece somente no quarto lugar, atrás da vencedora do ano passado, Elisabeth Moss ("The Handmaid's Tale"), de Claire Foy ("The Crown") e Sandra Oh ("Killing Eve").

5. Outra grande noite para Donald Glover?

Na parte da comédia do Emmy, e com "Veep" fora da disputa, a série de Donald Glover "Atlanta" pode ser a grande premiada da noite.

No ano passado, Glover ganhou duas estatuetas por atuação e direção, após vencer dois Globos de Ouro igualmente por este conteúdo sobre a indústria do rap na capital da Geórgia.

Tem sido um ano de grandes sucessos para o talentoso artista de 34 anos, que canta com o pseudónimo de Childish Gambino e levou um Grammy em janeiro de melhor apresentação tradicional R&B.

Gambino "quebrou" a Internet na primavera com o lançamento de seu polémico single "This is America", com um intenso videoclipe. Também atuou no último filme de "Guardiões da Galáxia" e "Han Solo: uma história Star Wars". E, na semana passada, iniciou uma turné pelos Estados Unidos.


Por Susan Stumme/AFP

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