Charlotte Brontë, Madame de Staël, Virginia Woolf, Mark Twain, D. H. Lawrence e Ralph Waldo Emerson, e ainda o político Winston Churchill, odiaram o livro e dele disseram “cobras e lagartos”.

No entanto, hoje em dia é um dos “romances mais lidos, mais apaixonadamente defendido, tantas vezes adaptado para cinema e televisão, popularmente eleito como o melhor romance de todos os tempos”, afirma a editora.

O professor e crítico literário norte-americano Harold Bloom, considerado uma das maiores autoridades mundiais da grande literatura, afirmou que “se o verdadeiro teste para um grande romance é voltar a lê-lo e redescobrir as alegrias de uma nova leitura, então ‘Orgulho e Preconceito’ rivaliza com qualquer romance jamais escrito”.

Por isso mesmo, e assinalando o bicentenário da morte de Jane Austen, a Guerra e Paz publica “com orgulho” e “sem preconceito” uma das mais aclamadas obras da escritora inglesa, com uma nova tradução, de Diogo Ourique, numa edição que conta ainda com nota introdutória, lista de personagens e considerações dos escritores T. S. Eliot, Norman Mailer e Ernest Hemingway.

Escrito por uma jovem com 19 anos, em 1796, este clássico da literatura romântica só foi publicado em 1813, depois de ter sido recusado por um primeiro editor.

Foi sob anonimato que Jane Austen fez chegar a história da família Bennett e das suas cinco filhas solteiras ao público.

Editado em três volumes, o livro esgotou em poucos meses, tendo, no entanto recebido apenas um único elogio durante a vida da autora, por parte de Walter Scott, que Jane Austen nem apreciava particularmente, quando, um ano antes da morte desta, saudou aquela “autora sem nome” como um expoente magistral do “romance moderno”.

A esta admiração voltaria a dar voz em 1827, ao afirmar: “há uma verdade própria da pintura nos seus escritos que sempre me encanta […] ela é inimitável”.

A escrita de Jane Austen acabaria por influenciar Walter Scott, da mesma forma que influenciou George Eliot, na verdade Mary Ann Evans, uma escritora da era vitoriana, que usou um pseudónimo masculino para que os seus trabalhos fossem levados a sério.

A obra de Jane Austen, cuja edição da Guerra e paz chega às livrarias no dia 06, reflete um tempo em que as filhas não herdavam as posses dos pais, abordando “com subtileza, inteligência e a peculiar ironia de Jane Austen os costumes da sociedade burguesa e aristocrática inglesa dos finais do séc. XVIII e início do séc. XIX. Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dão corpo a um dos maiores romances de sempre”.

A sua produção literária compreende “Sensibilidade e Bom Senso” (1811), “Orgulho e Preconceito” (1813), “Mansfield Park” (1814), “Emma” (1816) e, publicadas postumamente, “Persuasão (1818), e “A Abadia de Northanger” (1818).

A escritora morreu a 18 de julho de 1817, em Winchester, vítima de tuberculose. Duzentos anos depois, a sua obra, inscrita no período do romantismo, “transcende qualquer corrente literária, mantendo-se pela sua intemporalidade, universalidade e inesquecíveis personagens”, sublinha a editora.

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