O evento é organizado em parceria pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa), Centro Ciência Viva de Constância, Observatório do Lago Alqueva (OLA) e Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.

Ao longo dos três dias, são esperadas “cerca de 500 a 600 pessoas” na iniciativa, que vai ter lugar nas instalações do OLA, numa herdade perto da vila medieval de Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz e junto do lago do Alqueva, disse hoje a organização.

A afluência “é sempre incerta”, em cada Astrofesta, mas a realização do certame no concelho alentejano de Reguengos de Monsaraz, em plena Reserva Dark Sky Alqueva, “promete” e está a despertar “muita curiosidade”, realçou hoje à agência Lusa Máximo Ferreira, do Centro Ciência Viva de Constância.

“O Alqueva já tem nome”, graças às potencialidades para a observação astronómica, e o próprio Observatório do Lago Alqueva “é um lugar de excelência”, frisou o organizador.

A Reserva Dark Sky Alqueva foi a primeira do mundo a obter a Certificação Starlight Tourism Destination, pela Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO) e pela Organização Mundial do Turismo.

A classificação, que integra os municípios de Reguengos de Monsaraz, Portel, Alandroal, Mourão, Moura e Barrancos, atesta as características únicas do céu noturno nesta zona do Alentejo, graças à baixa poluição luminosa.

A Astrofesta pretende, pois, continuou Máximo Ferreira, promover o OLA e chamar a atenção para a “galinha dos ovos de ouro” que é a Reserva Dark Sky.

“É importante chamar a atenção dos autarcas e de outras entidades” para o facto de que “convém que os projetos que sejam desenvolvidos” na zona respeitem a classificação atribuída pela UNESCO.

“Criar locais que, depois, exigem iluminação à noite, acaba por ser contraproducente e pode-se, inconscientemente, estar a matar a ‘galinha dos ovos de ouro’”, alertou.

Com a lua em fase crescente, lado a lado com Júpiter e Saturno, o programa da Astrofesta arranca às 17:30 de sexta-feira, com as boas-vindas da organização, e seguem-se diversas palestras, até à hora do jantar, ficando a noite reservada para as observações astronómicas.

O sábado é preenchido com minicursos sobre astronomia e astrofotografia, oficinas, mais palestras, sessões de ioga para pais e filhos e novas observações astronómicas.

“Para as pessoas que são admiradoras ou que se interessam pela astronomia, o grande interesse da Astrofesta é sempre observarem o céu através dos telescópios. É ouvirem falar destes objetos celestes e, depois, poderem ir aos telescópios ver alguns deles”, destacou o organizador.

O público pode “espreitar” a lua, que costuma ser “o que enche mais o olho”, observar Júpiter e Saturno e “descobrir”, graças aos telescópios, “galáxias ou enxames de estrelas”.

O último dia, no domingo, acrescentou a organização, é dedicado ao programa cultural do evento, com visitas à Carmim - Adega Cooperativa de Reguengos de Monsaraz, à Casa do Barro, ao Cromeleque do Xerez e à vila de Monsaraz.

Criada em 1994, a Astrofesta começou por ser um encontro onde astrónomos amadores partilhavam experiências, métodos e equipamentos de observação do céu, descobertas e ‘dicas’, mas assume-se hoje como “a maior e mais antiga festa de divulgação da astronomia” no país, disse a organização.

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