A CFP, no bairro de Campo de Ourique, reabriu no final de agosto, depois de 16 meses de obras de requalificação.

A poesia de Judith Teixeira (1880-1959), autora contemporânea de Pessoa, abre a programação, na próxima quinta-feira, às 18:30, no âmbito do ciclo “Aulas de Poesia Mundial”, no auditório da CFP, “dadas por especialistas e apresentam poetas representados na coleção dos livros que pertenceram a Fernando Pessoa”, segundo informação da CFP à agência Lusa.

A aula sobre a autora dos poemas “A Minha Colcha Encarnada” e “Sinfonia Hibernal” é apresentada por Fernando Cabral Martins, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Dois dias depois é abordada a poesia da norte-americana Emily Dickinson (1830-1886), da qual saiu recentemente, em Portugal, “Poemas Envelope”, numa tradução de Mariana Pinto dos Santos e Rui Pires Cabral. A leitura dos poemas de Dickinson está a cargo de Lígia Soares.

As Noites de Jazz e Poesia realizam-se nos dia 06 e 07 de novembro, apresentadas pela CFP como “noites de diálogo entre a poesia em português e inglês e a música improvisada”.

No dia 06, “apresentam-se quatro duetos com a poesia a marcar passo” e, no dia seguinte, “improvisação coletiva de quatro músicos com intervenções pontuais dos escritores”.

Estas noites são organizadas pelo editor e tradutor Miguel Martins e contam com os autores ingleses Richard Price e Miriam Nash e com os portugueses Ricardo Marques e Filipe Homem Fonseca. A música fica a cargo de João Pedro Viegas (clarinete baixo), João Camões (viola d arco), Mário Rui (bateria) e Rui Godinho (piano).

A programação será registada e “disponibilizada mais tarde”, ou transmitida em direto via Internet, como acontece com a aula sobre Emily Dickinson, segundo a mesma fonte.

Nesta casa, no n.º 18 da Rua Coelho da Rocha, em Lisboa, Fernando Pessoa viveu os últimos 15 anos de vida.

A CFP, um equipamento cultural camarário, encerrou em março do ano passado para obras de remodelação que tornaram “o edifício mais acessível e permitiu aumentar consideravelmente a área expositiva”.

A exposição permanente inclui documentos vários e objetos que pertenceram a Pessoa. Constam também da exposição peças que permitem contar episódios da vida de Fernando Pessoa em Lisboa, onde teve mais de 16 moradas, e na África do Sul, onde passou a juventude e onde começou a construir a sua biblioteca particular, segundo a mesma fonte.

Do percurso expositivo estão também em destaque obras de arte em que o poeta é representado, nomeadamente um quadro de Almada Negreiros ou desenhos de Júlio Pomar.

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