O “Primeira Vez” foi apresentado em fevereiro de 2018 ao diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, que considerou a iniciativa adequada ao ‘slogan’ do D. Maria II — “Há lugar para todos” –, e começou oito meses depois, com espetadores a entrarem, pela primeira vez, nesta sala ao Rossio, em Lisboa, para assistirem à peça “Teatro”, de Pascal Rambert, recordaram as coordenadoras, Nádia Sales Grade e Ana Pereira, à agência Lusa.

Na véspera do Dia Mundial do Teatro, as coordenadoras da iniciativa explicaram que, para esta temporada, foram escolhidos quatro espetáculos — “Sopro” e “Montanha russa”, em janeiro último, “Frei Luís de Sousa, a peça em cartaz na sala Garrett até 07 de abril, e “A matança ritual de Gorge Mastromas”, a estrear em 28 de maio, e que se estará em cena até 28 de junho.

“A meta é levar cem pessoas pela primeira vez a assistir a duas récitas de cada uma das peças escolhidas”, explicou Ana Pereira, sublinhando que, com os espetáculos de “Frei Luís de Sousa”, o “Primeira Vez” já contabilizou 316 espetadores.

Financiado com 50.000 euros pelo programa BipZip da Câmara de Lisboa — um projeto para bairros e zonas de intervenção prioritária da capital -, com parcerias locais que fazem a ligação entre os locais onde vão procurar espetadores, com tempo de execução até setembro próximo, o “Primeira Vez” contempla ainda uma conversa informal com atores e encenadores por peça, e visitas guiadas ao teatro, disse Nádia Sales Grade.

“O grande desafio é o contacto personalizado que fazemos com as pessoas”, que são captadas em organismos como juntas de freguesia, associações, universidade sénior, clubes e grupos desportivos, entre outros.

O “Primeira Vez” destina-se a todas as pessoas com mais de 12 anos que nunca assistiram a nenhuma peça naquele teatro pensado por Almeida Garrett, e que não conheça o edifício, mediante o pagamento de “um preço simbólico de seis euros por sessão de teatro”, referiram as organizadoras.

Criar novos públicos para o Teatro Nacional, concedendo-lhe uma dimensão “de que é de todos e não apenas de determinado público” é o grande desafio do projeto em que 70 por cento dos aderentes, até ao momento, têm mais de 60 anos, observou Ana Pereira.

Pensado para o D. Maria II por dois anos, as responsáveis da coprodutora do programa contam, contudo, vir a alargá-lo a outros teatros e a outras áreas como música, arte e dança contemporânea, frisou Nádia Sales Grade.

O “Primeira vez” é coproduzido pela Wake up! e pelo D. Maria II, e conta com o patrocínio do Presidente da República.

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