Hugh Possingham, cientista da Universidade, disse a propósito do estudo, hoje divulgado, que usar os já parcos orçamentos destinados a conservação para recuperar espécies extintas poderia colocar em risco outras espécies ainda existentes.

Tendo em conta os riscos de fracasso e os custos associados a reestabelecer uma população viável, as estimativas de potenciais perdas líquidas e de oportunidades perdidas seriam consideras muito altas, disse o responsável.

“Voltar atrás numa extinção pode ser útil para inspirar novas ciências e pode ser benéfico para a conservação, se assegurarmos que tal não reduz os recursos existentes para ela (conservação). Por norma, em geral é preferível focar-nos nas muitas espécies que precisam da nossa ajuda agora”, afirmou o investigador.

Para Hugh Possingham, “dado o potencial considerável para a oportunidade perdida, e os riscos inerentes em assumir a ressurreição das espécies que cumpriram o seu papel de engenheiro do ecossistema ou espécie emblemática, não é provável que reverter uma extinção possa ser justificada com base na conservação da biodiversidade”.

O estudo analisou o número de espécies que os governos da Nova Zelândia e do estado australiano de Nova Gales do Sul poderiam tentar conservar, baseando-se em estimativas de custos com espécies recentemente extintas e espécies similares existentes.

E através dele os pesquisadores concluíram que reintroduzir algumas espécies recentemente extintas nos seus antigos habitats até podia melhorar localmente a biodiversidade. Mas a conservação financiada pelo governo para 11 espécies extintas na Nova Zelândia iria sacrificar a conservação de quase o tripo (31) espécies existentes.

E fazendo as contas a financiamentos externos, “ressuscitar” cinco espécies em Nova Gales do Sul custa o mesmo que conservar 42 espécies existentes.

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