No dia 8 de outubro de 1998, José Saramago tornou-se o primeiro, e até à data único, Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa.

Passadas duas décadas, a Fundação José Saramago organiza, tanto em Portugal como no estrangeiro, uma série de iniciativas para “recordar esse momento histórico para a literatura lusófona, celebrando o Prémio e o Escritor que o recebeu”, informou a fundação em comunicado.

O início das celebrações será marcado por uma visita, nos dias 06 e 07, do primeiro-ministro, António Costa, a lugares emblemáticos da vida e obra de José Saramago: Lanzarote, Azinhaga e Lisboa, designada como “Lugares de Saramago”.

Este roteiro - iniciativa do gabinete do primeiro-ministro e da Fundação José Saramago - contará com a presença do chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez, em Lanzarote.

Entre os dias 08 e 10 de outubro, terá lugar o Congresso Internacional "José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel", no Convento São Francisco, em Coimbra, coordenado por Carlos Reis, professor e especialista em literatura portuguesa, que conta com seis dezenas de comunicações e mais de 300 participantes.

No primeiro dia do Congresso, será apresentado o livro “Último Caderno de Lanzarote”, editado pela Porto Editora, um inédito de José Saramago descoberto casualmente por Pilar del Rio, quando procurava no computador textos para o caderno de conferências de Saramago, que está a ser organizado por Fernando Gómez Aguilera.

Este livro será depois apresentado em Lisboa, a 12 de outubro, dia em que a Biblioteca Nacional de Portugal inaugura uma exposição documental dedicada a José Saramago.

Durante a sessão, será também apresentado “Um país levantado em alegria”, de Ricardo Viel, que conta os bastidores dos dias que antecederam e que se seguiram ao anúncio do Prémio.

A 15 de dezembro, encerrando as comemorações, o Grande Auditório da Culturgest será palco da estreia mundial da sinfonia Memorial, composta por António Pinho Vargas, baseada em três romances de José Saramago e de celebração também dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Porto, Madrid, Guadalajara, Belém do Pará, Vigo, Lanzarote, Azinhaga são algumas das cidades onde, por todo o mundo, José Saramago e a língua portuguesa serão celebrados, acrescenta a editora.

O livro de Saramago será apresentado no dia 25 de outubro, na Fundação César Manrique, em Lanzarote (Espanha), e, no dia 29, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.

No final do mês, no dia 31, a Fundação José Saramago, em Lisboa, acolhe uma sessão com a escritora Ana Margarida Carvalho sobre os contos de José Saramago.

No dia 07 de novembro, também na fundação, será altura para uma sessão com António Mega Ferreira sobre a poesia de José Saramago. No dia 14, o convidado é Jorge Vaz de Carvalho, para falar sobre a música na obra de José Saramago e, a 05 de dezembro, Carlos Reis falará sobre o romance 'saramaguiano'.

No dia 10 de dezembro, está prevista a abertura da exposição "A Rebeldia de Nobel", com fotografias e textos de mais de duas dezenas de escritores vencedores do Prémio Nobel de Literatura, no Torreão Poente da Praça do Comércio, uma organização da Câmara Municipal de Lisboa e da Fundação José Saramago, com o apoio da Embaixada da Suécia em Portugal.

Quatro dias depois, o Museu do Estado do Pará (Belém do Pará, Brasil) inaugura a exposição “Saramago - os pontos e a vista”, cuja curadoria é de Marcello Dantas e, logo no dia seguinte, o Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa, estreia mundialmente a sinfonia "Memorial", de António Pinho Vargas, num concerto que também celebra dos 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos.

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