A notícia surgiu na sexta-feira: morreu o príncipe Filipe, duque de Edimburgo e marido da rainha Isabel II. Conhecido pelo seu sentido de humor particular, Filipe de Mountbatten nasceu com o título de príncipe da Grécia e da Dinamarca.

Depois de ter servido na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, casou-se a 20 de novembro de 1947 com a então princesa Isabel, com quem teve quatro filhos. Como consorte mais antigo do Reino Unido, realizou mais de 22.000 compromissos públicos individuais — e muitas vezes descreveu-se de forma bem-humorada como "o inaugurador de placas mais experiente do mundo".

O príncipe, que ia completar 100 anos a 10 de junho, tinha saído recentemente do hospital, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica devido a problemas cardíacos, e regressado a Windsor, onde veio a falecer.

Se a monarquia britânica é complexa, com todas as suas regras e protocolos, o processo que se desencadeia com a morte de um membro da família real tem também muito que se lhe diga. Por isso, com a morte de Filipe desencadeou-se a Operação "Forth Bridge", nome de código para os preparativos do funeral.

Este sábado foram divulgados alguns pormenores sobre a cerimónia que acontece no próximo sábado, 17 de abril, na capela de St. George, em Windsor:

  • O príncipe Filipe participou ativamente na preparação do seu funeral, incluindo no projeto de modificação do veículo, um jipe, que transportará o seu caixão;
  • A família real vai caminhar atrás da urna, num trajeto com uma duração de 8 minutos. A rainha viaja separadamente até à capela;
  • A cerimónia, de caráter privado, será transmitida pela televisão e em todo o Reino Unido será guardado um minuto de silêncio no início do funeral;
  • O funeral terá honras reais e não de Estado, cumprindo um pedido em vida do príncipe Filipe;
  • O príncipe Harry – que se afastou dos deveres reais e que está a viver na Califórnia — comparecerá à cerimónia, mas sem a companhia da sua mulher, Meghan Markle, que se encontra grávida e não deve viajar, a conselho médico;
  • A cerimónia vai respeitar as diretrizes do governo britânico quanto às regras de combate à pandemia, que restringe a 30 o número de pessoas autorizadas em funerais.

Em Windsor, com a bandeira a meia haste, espelham-se os dias de luto que se vivem até ao funeral. Muitas têm sido as pessoas que passam para deixar flores nas imediações, apesar do apelo da família real para que se evitem ajuntamentos. Como alternativa a este gesto foi até sugerido que se fizesse um donativo para uma instituição de caridade.

Esta manhã, militares britânicos dispararam saudações de 41 tiros para marcar a morte de Filipe, homenageando o ex-oficial da Marinha. Também vários navios de guerra fizeram as suas próprias saudações em diversos pontos do planeta.

Estendendo o acontecimento a todo o mundo, a família real disponibilizou um livro de condolências online, no seu site oficial, garantindo que "uma seleção de mensagens será passada aos membros da Família Real e poderá ser mantida nos Arquivos Reais para a posteridade". E assim se marca mais um capítulo na história.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.