Entre março e agosto deste ano, as faltas por doença dos profissionais dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aumentaram 64% em comparação com o período homólogo.

De acordo com notícia do Público, um estudo, realizado pela consultora Iqvia para a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), revela que, no total, médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais e os restantes profissionais dos hospitais públicos faltaram mais 467 mil dias, por doença, em comparação com período idêntico do ano passado.

O estudo visa o impacto da pandemia nos hospitais do SNS e indica que as faltas em geral –por doença, acidente, para ficar em casa com os filhos, faltas injustificadas, etc. – dispararam com a pandemia. Considerando todos os motivos, foram contabilizados mais de 620 mil dias de ausência ao trabalho nos primeiros seis meses da epidemia em Portugal, o que representa mais 38% do que no período homólogo.

Para o presidente da APAH, Alexandre Lourenço, é necessário fazer uma investigação por forma a perceber os motivos de um aumento tão significativo do absentismo por doença, especulando que pode decorrer de ausências devido a quarentena, covid-19, apoio à família, receio de contágio e, possível, cansaço.

Perante o absentismo e das taxas já anteriormente elevadas pré-pandemia, Alexandre Lourenço referiu que, “no limite”, há hoje “menos pessoas a trabalhar” nos hospitais do SNS, mesmo com o reforço de recursos humanos anunciado pelo Governo para dar resposta à pandemia.

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