“Tememos pela vida do Delfim Santiago das Neves”, afirmou à Lusa Hamilton Vaz, chefe de uma equipa de advogados do ex-presidente da Assembleia Nacional, que foi detido ao início da manhã pelos militares, na sua casa, tendo sido levado para o quartel militar, onde estava, até ao início da tarde, detido e incontactável.

Hamilton Vaz disse que se encontrava à porta do quartel, na tentativa de ter acesso ao seu cliente, mas viu frustrados todos os expedientes nesse sentido.

Delfim Neves e Arlécio Costa, antigo oficial do ‘batalhão Búfalo’ que foi condenado em 2009 por uma alegada tentativa de golpe de Estado, foram alegadamente identificados como mandantes da tentativa de golpe de Estado ocorrida esta madrugada em São Tomé, quando quatro homens, civis, atacaram o quartel militar, segundo informação divulgada hoje pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, numa conferência de imprensa.

Arlécio Costa e três dos assaltantes morreram, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Hamilton Vaz afirmou que Delfim Neves está a ser “privado de um direito constitucional que lhe assiste num Estado de Direito”, o de ter acesso a defesa.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.