Esta informação foi confirmada à agência Lusa por fonte oficial da presidência da Assembleia da República, adiantando que Eduardo Ferro Rodrigues, da mesma geração de contestação estudantil ao regime do Estado Novo, "fará uma breve intervenção introdutória sobre Alberto Martins, dando-lhe em seguida a palavra".

Fonte da direção da bancada socialista adiantou por sua vez à agência Lusa que o antigo ministro dos governos de António Guterres e de José Sócrates, que foi eleito em 2015 pelo círculo do Porto, será substituído por Hugo Carvalho e não pelo "histórico" José Magalhães, que pediu escusa por motivos de saúde.

Alberto Martins foi ministro da Reforma do Estado no segundo executivo liderado por António Guterres, entre 1999 e 2002, e novamente no segundo Governo chefiado por José Sócrates, entre 2009 e 2011, quando ocupou a pasta da Justiça.

Na Assembleia da República, foi líder parlamentar do PS por duas vezes, primeiro entre 2005 e 2009 no período de maioria absoluta socialista e depois entre 2013 e 2014 na direção liderada por António José Seguro.

Alberto Martins esteve na origem de um dos momentos históricos de contestação estudantil ao regime do Estado Novo, a crise académica de 1969, quando em 17 de abril desse ano, na qualidade de presidente da Associação Académica de Coimbra, ousou pedir a palavra perante o então chefe de Estado Américo Thomaz, durante uma cerimónia de inauguração do Departamento de Matemáticas.

Nas presidenciais de 1986, Alberto Martins apoiou na primeira volta a candidatura independente de Maria de Lurdes Pintassilgo, aderindo depois ao PS.

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