Plenário é uma iniciativa pensada para alargar o debate nas legislativas de 6 de outubro a quem tenha ideias para apresentar para uma melhor governação do país. Há muito para discutir antes da ida as urnas e é por isso que queremos começar já a pensar o país que vamos ter (e ser) nos próximos quatro anos — e contamos com o seu contributo. Assim, lançámos o desafio, em forma de pergunta: Se fosse primeiro-ministro ou primeira-ministra nos próximos quatro anos, qual era o problema que resolvia primeiro? Ou, perguntando de outra forma: qual seria a sua prioridade para o país?

Ana Martins, de Lisboa, juntou-se ao Plenário. Leia aqui o seu contributo na íntegra: 

Há muitos assuntos que merecem ser tratados com a maior das urgências em Portugal, essencialmente a nível da Saúde, Ensino e das condições sociais em que vive uma grande fatia da nossa população, com grande destaque para os idosos.

No entanto, existe uma matéria que me parece de grande urgência refletir e mudar, e é sobre ela que dedico a minha participação: Os descontos que são feitos mensalmente para o Estado dos ordenados que levamos para casa.

Sou da opinião que uma parte desses descontos deveria ir para o Estado gerir e uma outra parte, a de maior peso, deveria ser retida unicamente para atribuição da nossa reforma, fruto do nosso trabalho em vida ativa (exemplo do que acontece no Canadá).

Cada vez me parece menos justo andar a trabalhar e levar cada vez menos rendimentos para casa e perceber que quando for a altura de me retirar da vida ativa muito provavelmente não tenho direito a reforma, porque o Estado não tem dinheiro para me pagar aquilo que eu já lhe dei...

Hoje eu pago para muitos que não querem trabalhar porque vivem de subsídios e muitos recebem mais de subsídios do que tendo trabalho, com a agravante de que a maior parte nunca descontou, ou se eventualmente o fez, foi residual.

Trabalho e desconto ainda para aqueles que vivem das baixas médicas fraudulentas, que para além de tirarem lugar a quem precisa e quer trabalhar, vivem à custa dos sacrifícios dos outros.

Há muito para dizer sobre estas temáticas, mas fica a ideia essencial.

O que acha desta ideia? Deixe a sua opinião nos comentários deste artigo. Desejamos uma discussão construtiva, por isso todos os comentários devem respeitar as regras de comunidade do SAPO24, que pode ler aqui.


Queremos também o seu contributo para pensar o país. As legislativas acontecem a 6 de outubro, mas a discussão sobre o país que queremos ter (e ser) nos próximos quatro anos começa muito antes da ida às urnas. É esse o debate que o SAPO 24 quer trazer — e contamos consigo.

Saiba como participar aqui. Veja os contributos dos nossos convidados e leitores em 24.sapo.pt/plenario e, claro, junte-se ao debate. 

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