Nascido no Porto, na freguesia da Sé, militante do CDS/PP e formado em Direito, Sampaio Pimentel foi, em 2013, o número dois da lista do atual presidente da autarquia, Rui Moreira (independente). Assumiu o pelouro da Fiscalização e Proteção Civil até julho, altura em que pediu a suspensão do mandato por razões de saúde.

Sampaio Pimentel já tinha ocupado o mesmo cargo na Câmara do Porto durante sete anos, com Rui Rio na presidência: foi eleito em 2005, no segundo mandato do social-democrata (o primeiro com maioria absoluta, o segundo em coligação com o CDS/PP) e deixou a autarquia em 2012, após ter sido nomeado Diretor de Segurança Social do Centro Distrital do Porto.

Manteve-se em funções na Segurança Social até voltar à autarquia, no fim de 2013, na sequência da vitória da lista independente de Moreira nas eleições de setembro.

Em agosto desse ano, Rui Moreira disse que Sampaio Pimentel era “uma escolha individual” e uma “garantia” relativamente ao primeiro pilar da candidatura, a coesão social.

“Foi das pessoas mais ativas no nosso primeiro manifesto. Mais do que isso, disse que qualquer que fosse a posição do seu partido apoiaria Rui Moreira. Há coisas que a gente não esquece. Merece-me toda a confiança por tudo o que tem feito na vida, pela postura que tem e pela função que exerce na Segurança Social”, afirmou o então candidato.

Licenciado em Direito pela Universidade Católica, Pimentel fez duas pós-graduações, em Fiscalidade e em Ciências Jurídico-Empresariais.

Em 1997, Sampaio Pimentel foi diretor de campanha de Carlos Azeredo, o general que a coligação PSD/CDS escolheu para defrontar o socialista Fernando Gomes, que acabaria eleito para o terceiro mandato na Câmara do Porto.

Com Rui Rio, Pimentel foi eleito duas vezes, em 2005 e 2009.

Assumiu a tutela da Proteção Civil, dos Recursos Humanos e das Atividades Económicas, e foi um dos responsáveis políticos pelo processo de reabilitação do Mercado do Bom Sucesso, situado na zona da Boavista.

Quando saiu da Câmara, em 2012, Pimentel destacou a missão de “dar nova vida” ao Bom Sucesso e aquilo que designou como “o último grande desafio” que lhe foi lançado por Rui Rio: criar de raiz uma estrutura municipal que congregasse a fiscalização municipal.

“E é assim que surge, o Departamento Municipal de Fiscalização, com duas divisões: uma direcionada para a fiscalização geral - que trata da afixação de publicidade comercial e propaganda política na via pública, mas não só - e outra, cujo objetivo é fiscalizar as obras particulares”, descreveu, num comunicado de “despedida” da autarquia.

“É, hoje, mais um serviço camarário respeitado e a chegar à velocidade de cruzeiro, sabendo todos nós que muito há a fazer, com a vantagem de hoje sabermos por onde ir”, acrescentou.

Quanto à área dos Recursos Humanos, Pimentel assinalou a instalação do sistema biométrico de controlo da assiduidade, a redução do efetivo de 3.300 para 2.800 funcionários municipais e a redução de horas extraordinárias que, em cerca de quatro anos, baixou de “cerca de mais de 3,3 milhões de euros para 800 mil euros”.

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