Palavras proferidas por António Costa no final do seu primeiro de dois dias de visita oficial a Angola, num breve discurso perante representantes da comunidade portuguesa em Luanda.

António Costa sustentou que a vida dos países, como a das pessoas, não é sempre linear, conhecendo flutuações e mudanças ao longo dos tempos.

"Muitos de vós vieram para Angola nos últimos dez anos e não foram imunes às consequências da baixa do petróleo que atingiu a economia angolana. Mas há algo que estes últimos dez anos ensinaram: a existência desta grande ponte entre Portugal e Angola é uma enorme segurança para todos nós, porque todos sabemos que há sempre um porto de abrigo, há sempre um novo espaço de oportunidades, novas condições para a construção da esperança", defendeu.

Na opinião de António Costa, todas "as relações são testadas nos momentos difíceis".

"Ao longo dos últimos dez anos passámos o teste. Em todos os momentos difíceis que Portugal passou, Angola não nos virou as costas. E em todos os momentos difíceis de Angola, vocês [comunidade portuguesa] não viraram as costas a Angola", frisou o primeiro-ministro.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro deixou também um apelo para que se amplie as áreas de cooperação entre os dois países.

"Todos já ouvimos falar sobre os laços seculares entre Portugal e Angola. Agora, é responsabilidade da nossa geração a história que vai ser contada daqui a 20, 50 ou cem anos", advertiu.

De acordo com António Costa, portugueses e angolanos "necessitam uns dos outros neste mundo globalizado, sobretudo num momento em que os continentes europeu e africano percebem que têm um enorme desafio pela frente no seu relacionamento".

"Portugal e Angola têm o estrito dever de pôr ao serviço deste desígnio as suas capacidades", acrescentou.

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