O líder do partido da oposição Ação Democrática Independente (ADI) deverá ser recebido por apoiantes, que marcaram uma concentração junto ao Aeroporto Internacional Nuno Xavier, na capital são-tomense, a partir das 10:00 locais (mais uma hora em Lisboa).

A chegada, em voo privado, está prevista para as 13:00, seguindo-se um comício, junto ao estádio 12 de Julho, em São Tomé, onde está já montado um grande palco com dois painéis laterais onde se pode ler: “Vota ADI. Maioria absoluta” — uma condição que Patrice Trovoada tem colocado para voltar a ser primeiro-ministro.

“Estamos em campanha já há uma semana e mesmo não estando, estou em campanha, agora fisicamente vou integrar o programa e teremos logo a seguir à minha chegada, o primeiro comício comigo, em que terei a oportunidade de falar com os membros do ADI, não só de falar com os são-tomenses e desenrolar um pouco mais ainda as nossas propostas e a nossa intenção para São Tomé e Príncipe nos próximos quatro anos”, declarou o candidato à Lusa, na quinta-feira, quando anunciou o seu regresso ao país.

“Vai chegar Jesus Cristo”, dizia, na véspera, um vendedor de flores perto do aeroporto. Nas ruas, ouve-se “‘tá a chegar, ‘tá a ganhar”, uma adaptação ao slogan “‘tá a falar, ‘tá a fazer”, da campanha do atual primeiro-ministro e candidato a um segundo mandato, Jorge Bom Jesus, líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD).

Patrice Trovoada, que chefiou executivos são-tomenses em três ocasiões, a última das quais entre 2014 e 2018, com maioria absoluta, saiu do país pouco após as eleições legislativas de outubro de 2018, que o seu partido venceu, mas não conseguiu formar governo perante um acordo pós-eleitoral entre o MLSTP/PSD e a coligação PCD/UDD/MDFM, que reclamaram maioria absoluta.

Desde então, o antigo chefe de Governo tem apontado a falta de garantias de segurança para regressar ao país, nomeadamente denunciando o que disse ser a promiscuidade entre justiça e política, após um dos seus ex-ministros, Américo Ramos, ter sido detido pela Polícia Judiciária, sem mandado do Ministério Público, e outro antigo membro do seu executivo, Carlos Vila Nova — atual Presidente da República — ter sido impedido de viajar para Portugal.

A data de regresso de Patrice Trovoada ao país motivou especulação nos últimos dias, o que levou a ADI a fazer comunicados para desmentir possíveis datas da chegada do líder, enquanto opositores criticam a ausência prolongada do ex-primeiro-ministro.

“O poder quer fazer do regresso de Patrice Trovoada um tema de campanha, o ADI quer o regresso de Patrice Trovoada para reforçar o nosso trabalho político no terreno”, referiu o líder da ADI, que salientou que o Governo tem o dever de garantir a segurança das pessoas, nomeadamente dos candidatos às eleições.

No total, 10 partidos e uma coligação concorrem às eleições legislativas de 25 de setembro em São Tomé e Príncipe, que realiza no mesmo dia eleições autárquicas e para o Governo Regional do Príncipe.

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