As duas moções, cujos pontos foram votados individualmente, foram apresentadas na sessão ordinária da Assembleia Municipal do Porto, que decorreu pela primeira vez, na quinta-feira, depois de a covid-19 assolar o país.

Do documento apresentado pelos sociais-democratas, apenas foi aprovada, com a abstenção da CDU e do BE, a proposta de reiterar o “total desacordo com o plano de voos e de rotas” divulgado pela administração da companhia aérea em junho, que para o PSD reflete uma "visão divisionista e restritiva do país".

Para o deputado social-democrata Francisco Carrapatoso, a TAP “pretende atuar como uma companhia ‘low-cost’, mas usufruir de benefícios de uma companhia de bandeira”, defendendo que muitas das matérias agora abordadas “são uma repetição do que aconteceu em 2016”.

Já da proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, apenas foi aprovado, com os votos contra do PSD e a abstenção do movimento ‘Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido’, o primeiro ponto, que visa exprimir a indignação “pelo tratamento discriminatório que a TAP e a ANA Aeroportos de Portugal têm dado” ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Para Susana Constante Pereira, deputada do BE, a companhia aérea deve ser “gerida publicamente”, considerando que a ANA e a TAP se encontram, de momento, numa “espiral de desqualificação”.

Embora as moções divirjam no seu conteúdo, a maioria dos deputados municipais abordou a questão da TAP como “um todo”.

O deputado do PS Gustavo Pimenta defendeu que a companhia aérea portuguesa é “um problema de gestão privada criado pelo governo do PSD”, considerando que o PS “mais não tem feito do que resolver a decisão do Governo de Passos Coelho”.

A deputada Joana Rodrigues da CDU considerou a companhia aérea portuguesa uma “empresa estratégica e chave do país que deve ser tratada como um todo”, defendendo, por isso, o “controlo público” da TAP.

Por sua vez, o deputado do movimento ‘Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido” afirmou que o problema da TAP “não se resolve com o PSD a dizer que é problema do PS e com o PS a dizer que o problema é do PSD”, considerando que uma vez que a companhia é de “desígnio nacional”, tem de ser tratada como “um fator de coesão territorial”.

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