1. Esforços climáticos postos de lado devido à Invasão da Ucrânia

A invasão russa na Ucrânia levou os líderes mundiais a uma nova e difícil encruzilhada.

A Europa está a sentir os seus efeitos de forma mais severa, especialmente tendo em conta que o continente está a tentar escapar de uma das armas económicas mais poderosas de Putin: cerca de 40% das importações de combustíveis fósseis, dos quais a Europa depende para obter calor e eletricidade, têm origem na Rússia.

Estes desenvolvimentos acontecem poucos dias depois de um relatório exaustivo das Nações Unidas apelar aos líderes mundiais que reduzissem drasticamente as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases de efeito estufa que estão a aquecer o planeta. Não cumprir com este pedido, referiram, é enfrentar um futuro angustiante, onde o aquecimento global ultrapassa a capacidade da humanidade de se adaptar.

Para ler na íntegra em The New York Times

Planeta A

Uma volta ao mundo centrada nos temas que marcam.

Todas as semanas, selecionamos os principais trabalhos associados à rede Covering Climate Now, que o SAPO24 integra desde 2019, e que une centenas de órgãos de comunicação social comprometidos em trazer mais e melhor jornalismo sobre aquele que se configura como um tema determinante não apenas no presente, mas para o futuro de todos nós: as alterações climáticas ou, colocando de outra forma, a emergência climática.

  1. Até onde vai a nossa dependência do petróleo russo?

Os combustíveis fósseis, além de serem um dos principais contribuintes para a crise climática, também financiam a máquina militar de Putin, uma vez que o petróleo e o gás representam 60% das exportações russas.

Bill McKibben sugere num artigo do The Guardian que uma das maneiras que se deve “reduzir drasticamente o poder de Putin (...) é abandonar o petróleo e o gás”.

Defende ainda que numa guerra onde o petróleo e o gás são uma das armas mais cruciais, não podemos ser imparciais, uma vez que estamos dependentes dos mesmos. “Se quer ficar do lado do bravo povo da Ucrânia, precisa encontrar uma maneira de se opor ao petróleo e ao gás”, explica. 

Para ler na íntegra em Guardian

  1. ONU adota resolução histórica para acabar com poluição plástica

Neste momento, o mundo produziu mil milhões de quilos de resíduos plásticos anualmente — cerca de 353 milhões de toneladas em 2019, de acordo com um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico. 

Por isso, na assembleia municipal da ONU, representantes de mais de 150 países concordaram em desenvolver um documento legalmente vinculativo para “acabar com a poluição plástica”. 

A resolução será desenvolvida nos próximos dois anos e deverá incluir todas as fases do ciclo de vida do plástico — desde a criação aos resíduos plásticos deixados para trás.

Para ler na íntegra em Washington Post

  1. Como é que nos podemos vestir para ajudar o planeta?

Os grandes impactos ambientais da indústria da moda não podem ser negados: são fabricados quantidades chocantes de roupa que usamos durante pouco e que acabam abandonadas num aterro sanitário.

A ideia de “moda sustentável” é, cada vez mais, uma realidade. Mas o que é que constitui um guarda-roupa amigo do ambiente? As definições diferem, podem ser confusas e estão rodeadas de informações falsas e muito greenwashing, isto é quando uma entidade ou organização anuncia através de ações de marketing as boas práticas ambientais que fazem, mas não as cumprem. 

O Grist realizou uma série de artigos que explicam como se pode vestir da maneira certa e sem perder o seu estilo.

Para ler na íntegra em Grist

Por cá: Que empresas suspenderam a atividade na Rússia (e na Bielorrússia)?

Desde o começo da invasão russa à Ucrânia, dezenas de empresas anunciaram a saída ou a suspensão das atividades económicas na Rússia. Por cá, temos três exemplos: Galp, Prio e Jerónimo Martins. 

A Galp suspendeu a compra de produtos petrolíferos russos e lamentou os “atos de agressão contra o povo ucraniano”, segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Prio anunciou na passada sexta-feira que deixou de considerar como parte dos seus fornecedores e de adquirir quaisquer produtos a empresas russas ou diretamente relacionadas até estabilização do conflito na Ucrânia.

"Este é um gesto contra a guerra e contra um regime, e nunca contra um povo", afirmando estar solidária "com o povo ucraniano e com o povo russo, ambos primeiras vítimas inevitáveis deste conflito", sublinha a empresa em comunicado.

Já a A Biedronka, a cadeia da Jerónimo Martins na Polónia, retirou de venda 16 produtos de origem russa e bielorussa, e desceu preços de cerca de 50 produtos de primeira necessidade em 43 lojas localizadas perto da fronteira com a Ucrânia.

Para ler na íntegra em SAPO24

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