De acordo com o CIVISA, “até ao momento foram identificados cerca de 197 sismos sentidos pela população”, seis dos quais entre as 22:00 de sábado e as 10:00 de hoje.

A atividade sísmica que se tem vindo a registar desde 19 de março na parte central da ilha de São Jorge, mais concretamente ao longo de uma faixa com direção WNW-ESE, num setor compreendido entre Velas e Fajã do Ouvidor, “continua acima do normal”, segundo o CIVISA.

O sismo mais energético ocorreu a 19 de março, às 18:41 e teve magnitude 3,3 na escala de Richter.

Entretanto, na sequência do mau tempo que se faz sentir em São Jorge, uma derrocada bloqueou o acesso à Fajã de Santo Cristo, isolando 10 pessoas.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Décio Pereira, as pessoas já foram contatadas e, como não têm urgência em abandonar o local, na segunda-feira o acesso deverá ser desobstruído em função de uma avaliação dos bombeiros e da Proteção Civil no local.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, desloca-se, entretanto, hoje, a São Jorge para transmitir uma mensagem de “tranquilidade”, considerando que “as pessoas têm que ultrapassar inibições e perceber que está tudo a ser feito e que é uma situação de tranquilidade”.

A ilha está com o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”.

Mais de 1.500 pessoas já abandonaram São Jorge, por via marítima e aérea, desde o início da crise sísmica, de acordo com os dados mais recentes das autoridades.

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